AFP PHOTO | ABD DOUMANY
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Obama enviará pequeno grupo de soldados à Síria, dizem fontes

Funcionários do alto escalão do governo e do Congresso afirmaram que até 50 integrantes das Forças de Operações Especiais irão ao país para dar assessoria militar na luta contra o Estado Islâmico

O Estado de S. Paulo

30 Outubro 2015 | 14h47

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve anunciar nesta sexta-feira, 30, o envio de um pequeno contingente de integrantes das Forças de Operações Especiais à Síria para atuar em um papel de assessoria militar com o objetivo de intensificar a campanha contra o Estado Islâmico (EI), afirmou um funcionário do alto escalão do governo americano.

O envio representa uma "adequação" na política de Obama no conflito na Síria, já que o presidente era contrário até então à presença de tropas americanas no país, mas não uma "mudança" completa porque os soldados não terão um papel de combate na Síria, disse outra fonte do governo.

Além disso, o anúncio ocorrerá enquanto os principais aliados e opositores internacionais do regime do presidente sírio, Bashar Assad, buscam, em Viena, um consenso sobre o futuro do país, imerso em uma guerra civil que já dura mais de quatro anos e que causou a morte de mais de 250 mil pessoas e milhões de refugiados.

Segundo explicou à Efe o funcionário do alto escalão do governo americano, que preferiu manter anonimato, o presidente autorizou o envio de um "pequeno contingente", de menos de 50 membros, das Forças de Operações Especiais ao norte da Síria para ajudar na coordenação dos esforços das forças locais e da coalizão internacional contra o EI.

Fontes no Congresso dos EUA ouvidas pela Reuters dizem que menos de 60 soldados de tropas especiais irão à Síria, enquanto que um alto funcionário do governo afirmou que devem ser entre 20 e 30 soldados, mas não deu mais detalhes.

Os EUA estão há mais de um ano realizando bombardeios aéreos na Síria e no Iraque, apoiados por uma coalizão formada por 65 países. Já a Rússia entrou no conflito sírio com a intenção de apoiar o regime Assad, atacando todas as forças de oposição, incluindo o EI.

Além disso, Obama também deve autorizar o envio de aviões de ataque A-10, de apoio de tropas terrestres, e de caças F-15 à Turquia, conforme o funcionário do governo.

O presidente americano também pediu que o governo iraquiano fosse consultado sobre a formação de um grupo de trabalho das Forças Especiais no país, onde os EUA já têm assessores militares para a campanha contra os jihadistas.

O alto funcionário destacou que, apesar de os EUA estarem intensificando a campanha contra o EI com as medidas que serão anunciadas por Obama, também reforçará os esforços diplomáticos para "conseguir uma solução política" para o conflito na Síria.

"As conversas de Viena representam uma passagem positiva para frente na qual todas as partes essenciais estão na mesa (de negociações)", destacou a fonte. / EFE e REUTERS

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