Obama está desconfortável com acordo sobre impostos

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse em seu programa semanal de rádio que possui as mesmas preocupações de outros democratas com o acordo firmado entre a Casa Branca e os líderes do Partido Republicano na última semana. A proposta prevê que os benefícios fiscais concedidos aos mais ricos sejam prorrogados por dois anos em troca de uma redução nos impostos cobrados da classe média norte-americana.

AE, Agência Estado

11 de dezembro de 2010 | 16h06

Segundo Obama, a rejeição do projeto de lei referente ao acordo no Congresso custaria 1 milhão de empregos à economia dos EUA e elevaria os gastos de uma família típica de classe média em US$ 3 mil. "Isso é inaceitável para mim", acrescentou.

A Casa Branca passou a última semana defendendo o acordo, principalmente das críticas vindas de congressistas do Partido Democrata, que acusaram Obama de ceder à pressão da oposição e de ser exageradamente generoso com os mais abonados. O governo norte-americano contra-atacou escalando o ex-presidente Bill Clinton para dizer a repórteres que o acordo era a melhor saída diante das circunstâncias.

Obama reconheceu que alguns democratas estão "desconfortáveis" com a proposta e afirmou que ele também está. "Está claro que, no longo prazo, se formos sérios em relação ao reequilíbrio do orçamento, não poderemos sustentar esses cortes de impostos para os contribuintes mais ricos - especialmente quando sabemos que a redução do déficit exigirá sacrifícios de todos", afirmou.

O presidente dos EUA, no entanto, disse que o país não pode suportar uma batalha prolongada sobre os impostos. "Não podemos permitir que a classe média desta nação seja atingida pela troca de tiros em Washington." As informações são da Dow Jones.

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