Obama está finalizando plano de ajuda às montadoras

O governo Obama está concluindo o plano para conceder mais ajuda financeira para as duas montadoras de Detroit - General Motors e Chrysler - em troca e medidas mais duras de corte de custos que vão garantir a sobrevivência dessas companhias.

AE-AP, Agencia Estado

28 de março de 2009 | 18h46

A expectativa é de que a força tarefa do setor automotivo do presidente Barack Obama ofereça um auxílio adicional para a GM e a Chrysler, enquanto estabelece prazos para que as companhias consigam concessões de seus acionistas.

As duas montadoras, que empregam cerca de 140 mil pessoas nos Estados Unidos, já receberam US$ 17,4 bilhões em empréstimos do governo para sobreviver à crise econômica e ao pior declínio nas vendas de automóveis em 27 anos. A GM busca mais US$ 16,6 bilhões, enquanto a Chrysler quer mais US$ 5 bilhões.

Com as montadoras ficando sem dinheiro já em abril, qualquer ajuda de curto prazo iria ajudá-las a manter suas operações funcionando enquanto buscam por concessões. Representantes da administração não quiseram fazer comentários sobre o plano neste sábado.

Membros da força tarefa tem dito que a falência ainda poderia ser uma opção para a GM e a Chrysler se sua direção, trabalhadores, credores e acionistas não assumirem sacrifícios. Agora, as condições podem ser mais rigorosas do que os termos de empréstimos estabelecidos pela administração Bush em dezembro, segundo fontes oficiais.

Obama vai anunciar sua decisão sobre o caso segunda-feira, na Casa Branca. O CEO da GM, Rick Wagoner, se encontrou com membros da força tarefa na sexta-feira. O CEO da Chrysler, Robert Nardelli, se reuniu com o grupo no início da semana.

GM e Chrysler tem até terça-feira para enviar ao governo um plano completo de reestruturação, mas nenhuma delas espera concluir seu trabalho dentro do prazo. O plano da equipe de Obama pretende acelerar esses esforços. Ambas estão tentando reduzir sua dívida em dois terços e convencer o sindicato de trabalhadores da categoria (UAW, na sigla em inglês) a aceitar ações em troca de metade dos pagamentos. O acordo de empréstimo também pede por um corte nos salários dos executivos e nos custos trabalhistas que sofrem concorrência com as montadoras japonesas que tem operações nos EUA.

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