Obama evita ponto turístico em El Salvador

Razão seria impedir divulgação de imagens que possam ser identificadas como férias do presidente durante a ação na Líbia e o desastre no Japão

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2011 | 00h00

ENVIADA ESPECIAL / SAN SALVADOR

Em uma segunda mudança no roteiro do presidente dos EUA, Barack Obama, pela América Latina, sua visita às ruínas maias de San Andrés, em El Salvador, foi cuidadosamente retirada do programa de amanhã. A razão foi evitar a divulgação de imagens que, tanto nos EUA quanto em outros países, pudessem ser identificadas como as férias do presidente e de sua família em um momento inadequado, conforme afirmou uma autoridade do governo americano.

Seu país lidera a coalizão para impor a zona de exclusão aérea na Líbia, está envolvido em outras duas guerras e em uma situação econômica desconfortável e ainda coopera para evitar uma catástrofe nuclear no Japão. Oficialmente, a versão para o cancelamento da visita de 55 minutos às ruínas, marcada para as 11h50 (14h50 em Brasília), foi a necessidade do retorno de Obama a Washington, antecipado em duas horas. Antes do embarque, ele fará uma teleconferência com seus auxiliares, em Washington, sobre a Líbia.

No programa de El Salvador, foi preservada sua visita à Catedral Metropolitana, onde está sepultado dom Oscar Romero, cardeal de San Salvador assassinado em 1980 enquanto rezava uma missa. Mas transferida da manhã de hoje para a tarde de ontem. Essa visita traz um mea-culpa simbólico pela ação americana na América Central naquele período - algo que não foi repetido verbalmente por Obama. Os criminosos formavam parte de um esquadrão da morte financiado pelos EUA, e d. Romero tornou-se uma espécie de mártir da guerra civil nos anos 80.

No sábado, no Rio de Janeiro, a visita de dez minutos ao Cristo Redentor foi preservada. Mas transferida das 9 horas para as 21 horas como meio de eliminar o conteúdo turístico das fotografias e imagens de TV.

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