Jacquelyn Martin/AP
Jacquelyn Martin/AP

Obama fala em 'consequências' se Ucrânia não suspender uso da violência

Presidente americano disse ainda que as Forças Armadas não devem intervir em situação que 'pode ser resolvida por civis'

19 de fevereiro de 2014 | 17h07

TOLUCA, MÉXICO - O presidente americano Barack Obama afirmou nesta quarta-feira, 19, que haverá consequências caso o presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, não abra mão do uso da violência contra manifestantes pacíficos que ocupam as ruas de Kiev.

Obama disse também que o governo é responsável por lidar com os ativistas da maneira adequada. "E isso inclui garantir que as Forças Armadas ucranianas não tomarão parte em questões que podem ser resolvidas por civis", afirmou o presidente ao chegar ao México para um encontro com o presidente Enrique Peña Nieto.

"Nós esperamos que o governo ucraniano mostre moderação e não use a violência ao lidar com manifestantes pacíficos", afirmou Obama. "A população ucraniana deve pode se reunir e falar livremente sobre seus interesses sem o medo de repressão."

Ao mesmo tempo, o porta-voz do Pentágono, coronel Steve Warren, deu declarações com teor similar ao das feitas por Obama. "Nós exortamos que eles continuem de fora. A participação (das Forças Armadas) traria consequências para nossas relações de defesa", disse Warren.

Nesta quarta-feira, a União Europeia convocou uma reunião de emergência com seus 28 membros para discutir a possibilidade de impor sanções contra a Ucrânia. As sanções da UE poderiam incluir a suspensão da permissão para que autoridades ucranianas viagem para a Europa, além do congelamento do ativos do governo em instituições europeias. Os EUA também analisam se farão uso da mesma estratégia contra o governo de Yanukovich.

Responsabilidade

Para o chanceler britânico, William Hague, o governo da Ucrânia deve ser responsabilizado pela violência utilizada pelas forças de segurança durante protestos em que pelo menos 26 pessoas morreram. "A violência contra manifestantes pacíficos é inaceitável e o governo ucraniano deve ser responsabilizado", escreveu Hague em sua conta no Twitter. Ao ser perguntado sobre a possibilidade de apoiar sanções da UE, um porta-voz da chancelaria britânica disse que autoridades do governo "não descartam nada a essa altura". / AP e REUTERS

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