Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Obama fala em saída do Afeganistão

Em entrevista à CBS, presidente diz que ação militar não é perpétua e está estudando uma estratégia abrangente

Reuters e AFP, O Estadao de S.Paulo

23 de março de 2009 | 00h00

O presidente americano, Barack Obama, disse ontem que as Forças Armadas não conseguirão, sozinhas, resolver a situação no Afeganistão e os Estados Unidos precisam ter uma "estratégia de saída" para suas tropas. As declarações foram feitas durante uma entrevista de Obama ao programa 60 Minutes, da TV americana CBS. Obama disse que seu governo fará uma revisão da estratégia para o Afeganistão e o Paquistão - aliado-chave dos EUA na guerra contra o terror, mas que também enfrenta violência de militantes do Taleban -, com base nas recomendações de funcionários americanos de alto escalão e consultas com aliados. O presidente americano explicou que, além da ação militar, seu governo dará uma ênfase maior desenvolvimento econômico do Afeganistão. Outra medida será melhorar a coordenação com o vizinho Paquistão, acusado de não fazer o suficiente para para conter os grupos extremistas que atuam nos dois lados da fronteira. Obama também prometeu que terá uma maior coordenação com parceiros internacionais do que o governo anterior."O que nós não podemos fazer é pensar que apenas uma abordagem militar no Afeganistão será suficiente para resolver nossos problemas", disse ele. "Então, o que estamos procurando é uma estratégia abrangente. E terá de haver uma estratégia de saída. Devemos entender que esta não é uma ação perpétua."Obama tem paulatinamente mudado o foco das atenções militares americanas do Iraque para o Afeganistão, onde a violência cresceu ao nível mais alto desde o começo das operações americanas no país, em 2001. O presidente americano se reunirá com os líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), entre os dias 3 e 4 em Estrasburgo, na França, onde apresentará uma revisão completa da estratégia para o Afeganistão. O número de soldados no Afeganistão deverá ser o principal tema de discussão. Obama quer enviar mais 17 mil soldados ao país, que se somarão aos atuais 36 mil.GUANTÁNAMOTambém durante a entrevista à CBS, Obama disse que a guerra contra o terrorismo - lançada pelo ex-presidente George W. Bush - "promoveu o sentimento antiamericano" no mundo.A declaração foi uma resposta ao ex-vice-presidente Dick Cheney que, na semana passada, em entrevista à CNN, acusou Obama de tornar os Estados Unidos mais vulneráveis ao terrorismo ao determinar o fechamento da prisão de Guantánamo."Quantos terroristas foram realmente levados à Justiça sob essa filosofia que vem sendo promovida pelo vice-presidente Cheney?", questionou Obama, referindo-se aos métodos usados em interrogatórios de suspeitos, como a simulação de afogamento, e outras técnicas usadas por militares americanos na prisão de Guantánamo. "Isso não nos deu mais segurança", acrescentou Obama.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.