Obama fala sobre Síria mas não atrai apoio no Congresso

O discurso feito na noite de terça-feira pelo presidente dos EUA, Barack Obama, sobre a Síria deu a seus principais aliados no Congresso a chance de expressar apoio a um caminho diplomático para solucionar a crise. No entanto, aparentemente as palavras de Obama não conseguiram sensibilizar os parlamentares que se opõem a uma intervenção militar.

Agência Estado

11 Setembro 2013 | 10h36

Muitos dos parlamentares que haviam afirmado anteriormente que não apoiariam uma resolução que autoriza o uso de força militar na Síria disseram que o presidente não apresentou novos argumentos suficientemente fortes para fazê-los mudar de ideia.

O deputado republicano Trey Radel disse que continua confuso com relação ao tamanho e ao escopo da ação militar contra a Síria que a Casa Branca tem em mente. "Trata-se da aplicação de uma punição leve ou de uma campanha real de bombardeios?", questionou Radel, que é membro do Comitê de Relações Exteriores da Câmara e se opõe a um ataque à Síria.

O senador democrata Jon Manchin, que também se opôs à resolução do Senado para uma ação na Síria, afirmou que sua posição não mudou. "Se acreditássemos que força e dinheiro mudarão os acontecimentos naquela parte do mundo, então isso já teria sido feito", declarou.

Outros parlamentares criticaram Obama por não fornecer mais detalhes sobre a estratégia. "Ainda não há explicações sobre os passos dois, três, quatro, etc., e sobre as consequências de entrar em guerra na Síria. Ainda voto não", disse o deputado republicano Jason Chaffetz.

O senador republicano Charles Grassley, que ainda não se comprometeu com uma posição e foi convidado a se reunir com o vice-presidente Joe Biden na Casa Branca na segunda-feira, afirmou após o discurso de Obama que ainda "tende a ser contra" a autorização para uso de força militar na Síria. "Eu entendo as questões complicadas que o presidente enfrenta", disse. "Ainda assim, não acho que o argumento para uma ação militar tenha sido bem defendido", acrescentou.

Após mais de uma semana de reuniões, audiências e lobby agressivo da Casa Branca e seus aliados, Obama afirmou no discurso ontem que os EUA permanecem preparados para agir contra a Síria, mas pediu que o Congresso adiasse a votação sobre o tema para que as autoridades internacionais tenham tempo de trabalhar em uma solução diplomática para a crise. Fonte: Dow Jones Newswires.

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