Obama: falha de segurança em voo foi 'catastrófica'

O presidente dos EUA, Barack Obama, classificou de "catastrófica" a falha na segurança que conduziu ao ataque a bomba frustrado em um avião que se dirigia a Detroit no Natal.

AE, Agencia Estado

29 de dezembro de 2009 | 20h37

"Uma falha sistêmica ocorreu e eu considero isso totalmente inaceitável. Houve um conjunto de falhas humana e sistêmica que contribuíram para esta falha catastrófica de segurança", afirmou.

Obama disse que no início do dia emitiu normas de procedimento para uma revisão do sistema de inteligência que levou à falha e estabeleceu a quinta-feira como prazo final para uma revisão preliminar.

O presidente americano abordou pelo segundo dia consecutivo a suposta tentativa de derrubar o voo 253 da Northwest Airlines Flight 253 por um nigeriano que tinha explosivos escondidos em sua roupa.

Obama disse que a informação que surgiu apontou para uma séria falha de segurança nacional. Ele disse que a informação proporcionada pelo pai do suspeito vinha circulando na comunidade de inteligência há semanas e "poderia, ou deveria ter" levado à retirada do suspeito do voo. "Se esta informação crítica tivesse sido partilhada... um esboço mais claro do suspeito poderia ter surgido", disse.

Obama vem tentando conter as críticas de que estava fora de alcance na sequência do ataque frustrado, ocorrido na sexta-feira. Nos primeiro três dias, ele delegou os comentário públicos aos subordinados antes de fazer sua primeira declaração ontem.

Também ontem, o grupo Al-Qaeda na Península Arábica reivindicou a autoria do atentado, dizendo que foi uma retaliação à escalada antiterrorista dos EUA no Iêmen. O suspeito, Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos, trabalhou em conjunto com o grupo, segundo o comunicado postado na internet.

O pai de Abdulmutallab - um proeminente banqueiro nigeriano - chamou a atenção das autoridades americanas sobre seu filho. Ele temia que o jovem tivesse se radicalizado enquanto estudava no exterior. Depois do alerta, Abdulmutallab foi colocado em uma lista de alerta de terroristas, junto com outras centenas de nomes, mas não na lista que barrava seu embarque em aviões.

As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.