Al Falcon / Reuters
Al Falcon / Reuters

Obama faz advertência velada à China em encerramento de visita à Ásia

Disputas territoriais devem ser resolvidas pacificamente, e não pela força, diz presidente americano

O Estado de S. Paulo,

29 de abril de 2014 | 08h59

MANILA - O presidente americano, Barack Obama, terminou nesta terça-feira, 29, nas Filipinas sua visita pela Ásia com uma advertência à China. Na avaliação de Obama, Pequim não deve utilizar a força para resolver disputas militares com outros países da região.

"Acreditamos que os países têm o direito de viver em paz e segurança, com respeito a sua soberania e integridade", disse Obama, sem citar nominalmente o país, em discurso a a militares americanos e filipinos em Manila. "Acreditamos também que as leis internacionais devem ser respeitadas e a liberdade de navegação e de comércio devem ser mantidas. As disputas devem ser resolvidas pacificamente, e não pela força."

A visita de Obama pela Ásia, adiada em outubro do ano passado em razão da crise no orçamento nos Estados Unidos, passou por quatro países com disputas territoriais com a China no Pacífico - Japão, Coreia do Sul, Malásia e Filipinas.

A disputa entre a China e o Japão pela posse das ilhas Senkaku (Diaouy, para os chineses) são o exemplo mais tenso dessa rivaidade. Tóquio controla as ilhas, ricas em recursos naturais, que são reivindicadas por Pequim.

Um editorial publicado pelo jornal China Daily acusa os Estados Unidos de considerar a China um adversário. "Washington já não trata de disfarçar sua vontade de conter a influência chinesa na região", diz o texto. "Os Estados Unidos mostram que são uma ameaça para a China em termos de segurança. / EFE

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