Obama faz convite a Bibi e líderes árabes

EUA dão sinais de que ampliarão pressão por avanço de diálogo

Reuters, WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

22 de abril de 2009 | 00h00

O presidente americano, Barack Obama, vai convidar nas próximas semanas o novo primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e os presidentes da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, e do Egito, Hosni Mubarak, para uma séria de visitas a Washington com o objetivo de discutir o processo de paz no Oriente Médio, anunciou ontem a Casa Branca. Os encontros, em separado, devem ser agendados para junho.Ontem, Obama recebeu em Washington o rei da Jordânia, Abdullah II, e disse esperar gestos de "boa-fé" tanto de árabes quanto de israelenses para fazer avançar o processo de paz. A Jordânia foi o segundo país árabe a reconhecer Israel, em 1994.O presidente americano aproveitou a visita do líder jordaniano para dizer que "apoia fortemente a solução de dois Estados" e emendou que "há vários israelenses que também acreditam" nessa política.Poucos dias após ser nomeado chanceler de Israel, o ultradireitista Avigdor Lieberman disse que seu país deixaria de reconhecer acordos que implicassem a criação de um Estado palestino, como a conferência de Annapolis, de 2007. Netanyahu não disse ser contra a solução defendida por Obama, mas até agora evitou usar a palavra "Estado" ao falar dos palestinos.Esquivando-se de uma posição de confronto com Netanyahu, Obama disse que quer dar mais tempo ao novo governo israelense para formular sua política sobre o tema, mas garantiu que estará "profundamente engajado" nas negociações de paz.Apesar da retórica, a Casa Branca manteve o tom evasivo sobre sua política para a região. "Concordo que nós não podemos negociar para sempre e, a partir de algum momento, passos devem ser dados para que as pessoas vejam um progresso real. Esperamos fazer isso nos próximos meses", disse Obama.Sobre os palestinos, o presidente disse ser preciso "afastar-se do abismo", referência indireta ao atual impasse entre a AP e o Hamas e ao fortalecimento dos fundamentalistas.

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