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Obama faz novo apelo ao Congresso por pacote

Eleito tenta pôr fim a impasse entre democratas e republicanos

O Estadao de S.Paulo

15 de novembro de 2008 | 00h00

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, voltou a pedir ontem ao Congresso que tome medidas urgentes para aliviar os efeitos da crise econômica - que ele descreveu como uma situação de "recessão". Em seu discurso semanal, por rádio, Obama disse esperar que os senadores dediquem a última sessão do ano do Congresso para discutir um pacote que alivie o impacto da crise sobre a vida de milhões de trabalhadores do país.O pedido aconteceu um dia depois de senadores democratas anunciarem que haviam desistido de tentar aprovar um amplo plano de estímulo econômico - que propunha investimentos de US$ 61 bilhões a US$ 150 bilhões - antes da posse de Obama, em 20 de janeiro. "É importante aprovar ao menos uma antecipação de um plano que crie trabalho, alivie a situação das famílias e ajude a economia a começar a crescer outra vez", disse Obama. "Se o Congresso não aprovar um plano imediato que dê à economia o impulso que ela precisa, esta será minha primeira medida como presidente", acrescentou. O democrata ressaltou o impacto da crise sobre a indústria automobilística do país. "Perdemos postos de trabalho por dez meses seguidos, quase 1,2 milhão de empregos só este ano. E a maioria deles no setor de automóveis", disse. "Milhões de cidadãos passam hoje noites em claro se perguntando como vão pagar suas contas." Obama não especificou que tipo de plano quer ver aprovado. Nos últimos dias, porém, deixou claro sua preocupação com a crise na indústria automobilística. BENEFÍCIOSA intenção dos senadores agora é propor um plano menos ambicioso, que deve incluir US$ 6 bilhões para expansão de benefícios a desempregados e a infusão de US$ 25 bilhões no setor automobilístico da indústria. Segundo o senador Harry Reid, líder da bancada democrata, o plano deve ser apresentado já amanhã, para que possa ser votado na quarta-feira. Caso não seja aprovado, os democratas terão de se contentar com a aprovação de uma única medida de ajuda econômica antes da posse de Obama - a extensão para 13 semanas dos benefícios a desempregados.Em uma carta aos republicanos, Reid culpou os senadores do partido e a Casa Branca por impossibilitarem a aprovação de um plano mais amplo. "Entendo que os senadores republicanos estejam preparados para bloqueá-lo", disse ele ao senador Mitch McConnell, líder republicano. "Isso é decepcionante." AP, REUTERS, WPOST

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