Obama faz piadas e discurso sério no 'Late Show'

O presidente dos EUA, Barack Obama, sentou-se com o apresentador de talk show David Letterman, da rede de TV CBS, na noite desta segunda-feira, encerrando uma série de aparições televisivas em meio ao esforço para angariar apoio à sua principal prioridade doméstica, o ambicioso plano de reestruturação da saúde. Mas nem só de trabalho falou o presidente.

AE-AP, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 04h40

Antes que ele entrasse em cena para a gravação do programa "Late Show", Letterman deu 10 motivos para que Obama tivesse aceitado o convite. Entre as teorias de Letterman: Obama disse sim sem pensar, ou, conforme a sugestão do apresentador, "como Bush fez com o Iraque".

Obama, primeiro presidente negro dos EUA, deu sua resposta mais irreverente quando foi indagado sobre se a virulenta reação ao seu plano de reforma da saúde teria sido motivada, ao menos em parte, pelo racismo. "Antes de mais nada, acho que é importante perceber que eu já era negro antes da eleição", declarou o presidente, arrancando gargalhadas de Letterman e da plateia. "Há quanto tempo você é negro?", perguntou Letterman.

O apresentador tocou em vários assuntos durante a entrevista - muitos deles sérios - numa gravação que levou cerca de 40 minutos e será transmitida pela emissora norte-americana na noite da próxima segunda-feira.

Em relação à economia, Obama apresentou uma previsão sóbria, num momento em que o país enfrenta um desemprego de 9,7%, o pior nível desde 1983. Ele disse achar que o desemprego será um "grande problema" por pelo menos mais um ano. No entanto, o presidente afirmou também que, depois de se recuperar, a economia ficará ainda mais forte.

Sobre a guerra no Afeganistão, Obama disse saber que algumas pessoas querem que ele traga as tropas de volta para casa, e que outras pedem o aumento do contingente militar para combater os rebeldes. O principal comandante militar dos EUA no Afeganistão advertiu que a guerra será perdida sem o envio de mais tropas. Obama disse que não tomará uma decisão antes de concluir uma revisão abrangente do esforço de guerra e estabelecer sua próxima estratégia. "Vou fazer algumas perguntas muito difíceis", declarou. As informações são da Associated Press.

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