REUTERS/Carlos Barria
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Obama faz sua última entrega de medalhas

Presidente, que deixará o cargo no início do próximo ano, concedeu comendas a ídolos do entretenimento, do esporte e dos negócios

O Estado de S. Paulo

22 de novembro de 2016 | 21h24

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, distribuiu nesta terça-feira, 22, medalhas de honra a 21 celebridades americanas. Estiveram na Casa Branca os atores Robert De Niro, Tom Hanks, Robert Redford, a cantora Diana Ross, o cantor Bruce Springsteen, a comediante Ellen DeGeneres, o bilionário Bill Gates e os ex-jogadores de basquete Kareem Abdul-Jabbar e Michael Jordan. 

A Medalha da Liberdade, concedida por Obama, é a maior honra civil dada a pessoas que contribuíram para a segurança ou interesses nacionais dos Estados Unidos, paz mundial, cultural ou outras importantes iniciativas públicas e privadas. 

O evento de hoje na Casa Banca foi um dos últimos atos de sua presidência. Obama deixará o cargo no dia 20 de janeiro, quando assume o presidente eleito Donald Trump. 

Em uma cerimônia bastante descontraída, ele fez brincadeiras com todos os homenageados. Chamou Jordan de “aquele ator de Space Jam” (animação de 1996 da qual o jogador foi protagonista), brincou com o fato de Robert De Niro ter interpretado muitos mafiosos no cinema e elogiou Abdul-Jabbar (o primeiro jogador a enterrar a bola no basquete universitário, o que seria proibido pela liga). “Quando um esporte muda as regras por sua causa, é sinal de que você é mesmo muito bom.”

Entre os homenageados de hoje estava ainda o humorista Lorne Michaels, criador do programa Saturday Night Live. Muitos interpretaram a homenagem como uma cutucada em Trump, já que o programa de Lorne passou a campanha presidencial toda satirizando o candidato republicano. 

Perdão. Mais cedo, o presidente atuou usando a caneta e reduziu as penas de prisão para 79 pessoas, completando a marca de mil comutações de sentenças em seu governo. No total, Obama comutou mais penas do que os 11 presidentes anteriores somados.

Ao longo dos últimos meses, Obama agilizou o processo de redução de penas e colocou em prática os seus pedidos por uma reforma pena que ofereça uma segunda chance para quem tenha cometido crimes não violentos, geralmente relacionados ao narcotráfico. Uma boa parte dos presos havia sido condenada à prisão perpétua. / AP

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