Obama fechará Guantánamo até 2013, diz enviado especial

Prazo imposto pelo presidente no começo do mandato para fim da prisão havia expirado na última segunda-feira

AE, Agencia Estado

27 de janeiro de 2010 | 17h50

A prisão da baía de Guantánamo será fechada antes do primeiro mandato do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje o enviado especial para o fechamento da prisão Daniel Fried. O prazo auto imposto por Obama para o fechamento da prisão expirou na sexta-feira.

 

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"Sim", disse Fried quando perguntado se Obama poderia cumprir a promessa antes que estivesse pronto para a reeleição. "Estou seguro que Guantánamo será fechada no primeiro mandato do presidente Obama", disse ele aos repórteres em Bruxelas.

Fried fez a ressalva, porém, de que quase 50 detentos continuarão sob custódia porque não seria seguro libertá-los ou julgá-los. O governo está perto de julgar supostos conspiradores do 11 de setembro. "Tudo sobre Guantánamo é difícil", disse Fried, acrescentando que entende as dificuldades para outros países receberem os internos.

Sentado perto dele estava Matthew Olsen, que lidera o grupo de decide o destino dos detentos, a "Força Tarefa de Revisão de Guantánamo". Ele disse que revisões individuais sobre os prisioneiros de Guantánamo foram concluídas por seis departamentos norte-americanos, dentre eles o de Estado, Justiça e Segurança Interna.

A prisão ainda abriga 192 detentos. Desses, "menos de 50" não se enquadram na categoria dos que podem ser julgados por tribunais civis ou militares, ou enviados para outro país. Eles "continuarão detidos", disse ele, afirmando que há informações de inteligência sobre esses homens que tornam inseguro libertá-los e que não podem ser divulgadas no tribunal.

Pouco mais de uma centena deles podem ser reinstalados no exterior e cerca de 40 serão julgados nos Estados Unidos em tribunais civis ou militares. Fried disse que a União Europeia tem sido "de extrema ajuda" e saudou as promessas de outros países de receber os detentos.

Ele disse que a velocidade de recolocação dos ex-detentos de Guantánamo tem acelerado: 22 no ano passado, desde que Obama chegou ao poder, ante oito durante o governo de Georger W. Bush.

Grã-Bretanha, França, Bélgica, Irlanda, Portugal e outros países já aceitaram ex-prisioneiros. Somente nesta semana, a Eslováquia recebeu três ex-detentos e a Suíça, um. Negociações estão sendo realizada para que a Espanha receba "um número significativo", disse ele. "Eu estou aqui em parte para destacar a urgência e a importância de realizar isso em tempo", disse Fried.

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