Obama festeja aprovação 'histórica' de reforma da saúde

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saudou a aprovação pelo Senado do projeto de reforma para o sistema de saúde, que ele considera "histórica", dizendo que o governo está "finalmente pronto para cumprir a promessa" de mexer em um setor conturbado. As declarações em comemoração à aprovação foram dadas hoje na Casa Branca, antes de o presidente norte-americano partir em uma viagem de férias ao Havaí.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

24 de dezembro de 2009 | 13h02

Falando pouco tempo depois de o Senado aprovar o projeto de US$ 871 bilhões por 60 votos contra 39, Obama afirmou que a legislação "nos proporcionará o fim a quase um século de esforços para reformar o sistema de saúde da América", citando ainda o ex-presidente Theodore Roosevelt, que tentou, em 1912, reformar o sistema de saúde, sem êxito. Os 58 senadores democratas e dois independentes apoiaram a proposta, enquanto todos os 39 republicanos votaram contra.

O texto propõe a criação de um sistema extensivo de créditos fiscais para pessoas de renda média e baixa para a compra de seguros-saúde em "bolsas" estatais a partir de 2014. As pessoas físicas terão de ter seguro, bem como todas as empresas, menos as pequenas. O projeto também torna o Medicaid, um programa estatal de assistência de saúde para famílias de baixa renda, disponível para um número maior de pessoas.

A aprovação no Senado vem após a Câmara dos EUA referendar sua própria versão do projeto em 7 de novembro. Os dois lados tentarão agora conciliar seus textos numa conferência, que deverá começar quando os congressistas voltarem a Washington D.C., em janeiro.

Impostos

Ao contrário da versão do Senado, o projeto da Câmara inclui um plano de seguro administrado pelo governo. Os liberais da Câmara já expressaram desconforto com o texto do Senado por causa da omissão desse plano público, embora a versão dos senadores preveja a criação de uma opção de seguro por uma entidade não lucrativa, que ficaria disponível por meio do Departamento de Gerenciamento de Pessoal do governo federal.

A proposta da Câmara financiaria a expansão da cobertura de seguro por meio da criação de um imposto sobre pessoas físicas que recebem mais de US$ 500 mil por ano e para famílias com rendimentos superiores a US$ 1 milhão. Em contraste, o custo do projeto do Senado é compensado por um novo tributo sobre planos de saúde de custo elevado, o que é criticado pelos democratas da Câmara e por sindicatos trabalhistas. As informações são da Dow Jones e de agências internacionais.

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