Obama foca discurso no emprego, tributos e energia

O presidente dos EUA, Barack Obama, fez ontem no Congresso o tradicional Discurso do Estado da União, e demonstrou sua preocupação com o desemprego (em torno de 8,5%), cobrou uma reforma tributária e mais investimentos em energia limpa. Para o presidente, cujo discurso serviu também como parte de sua campanha visando às eleições de 6 de novembro, essas medidas são fundamentais para que o país diminua sua desigualdade econômica e reconquiste os "valores americanos".

Agência Estado

25 de janeiro de 2012 | 03h59

Obama insistiu que os mais ricos devem pagar mais impostos. Ele citou como exemplo de injustiça econômica a declaração do magnata Warren Buffett feita em 2011. Na época, Buffett disse que sua secretária, Debbie Bosanek, pagava mais impostos do que ele. Logo após Buffett ter feito a declaração, Obama propôs a "Norma Buffett", que prevê que os americanos que ganham mais de US$ 1 milhão por ano paguem pelo menos 30% em impostos federais, o equivalente ao que paga a classe média americana. Obama anunciou ainda a criação de uma força tarefa para investigar as hipotecas de alto risco que levaram à crise imobiliária de 2008 e também para analisar as práticas comerciais de outros países, inclusive da China.

Com o intuito de estimular o emprego nos EUA, o presidente disse ainda que reduzirá impostos sobre a produção, sobretudo das companhias que investirem em alta tecnologia, e que dará apoio àquelas que fecharem suas unidades no exterior para se instalarem no país. O presidente delineou metas para abrir 75% dos potenciais poços marítimos de petróleo e gás natural dos EUA, além de estabelecer novas regras para a perfuração de poços de gás natural. Obama destacou ainda o comprometimento do país na obtenção de energias sustentáveis.

Obama lembrou ainda o fim da guerra do Iraque e a morte do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden. Também fez referências à "Primavera Árabe" e disse que "prevenirá o Irã de ter sua bomba nuclear, não medindo esforços para isso". Apesar do tom, o presidente disse acreditar numa saída pacífica para o impasse. As informações são da Dow Jones.

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