Obama ganha apoios de peso e cresce nas pesquisas

Governador do Wyoming e ex-deputado endossam senador, que ultrapassa Hillary na Pensilvânia

AP, O Estadao de S.Paulo

03 de abril de 2008 | 00h00

Wallingford - O senador Barack Obama, pré-candidato democrata à Casa Branca, recebeu ontem apoio de duas importantes figuras do partido: Dave Freudenthal, governador de Wyoming, e Lee Hamilton, um ex-deputado de Indiana. Freudenthal, um superdelegado do partido que até então se mantinha neutro na disputa, foi procurador federal em Wyoming, indicado por Bill Clinton, e era considerado uma político ligado ao ex-presidente. Hamilton, apesar de não ser um superdelegado, também é considerado um apoio de peso. Ele é tido como uma das maiores autoridades do país em política externa e segurança nacional. O ex-deputado foi um dos líderes das comissões que investigaram os ataques de 11 de setembro de 2001 e chegou a aconselhar o presidente George W. Bush sobre a guerra do Iraque. De acordo com analistas, ele daria mais credibilidade à política externa de Obama e aumentaria suas chances de vitória no Estado de Indiana, que realiza prévias em 6 de maio.Em campanha ontem na Pensilvânia, onde boa parte dos eleitores é de operários e trabalhadores sindicalizados, Obama se colocou contra os tratados de livre comércio dos EUA com Coréia do Sul e Colômbia e criticou o Nafta, o acordo de livre comércio dos EUA com Canadá e México. Também de olho nos eleitores da Pensilvânia, a senadora Hillary Clinton prometeu um pacote de US$ 7 bilhões para a criação de empregos e disse que sempre se opôs ao Nafta. "Sempre achei que o acordo não daria certo", disse a senadora. No entanto, na semana passada o Arquivo Nacional divulgou uma lista de compromissos de Hillary durante a presidência do marido, Bill Clinton. A agenda da então primeira-dama mostra que ela organizou cinco reuniões para aprovação do Nafta, em 1993.O apoio de importantes superdelegados a Obama e os deslizes de Hillary já se refletem nas pesquisas de intenção de voto na Pensilvânia. Ontem, uma sondagem divulgada pelo instituto Public Policy Polling colocou Obama, pela primeira vez, à frente de Hillary no Estado: 45% a 43%. Há duas semanas, a senadora, de acordo com o mesmo instituto, tinha uma vantagem de 26 pontos (56% a 30%).GOREObama afirmou ontem que convidaria o ex-vice-presidente Al Gore para integrar seu gabinete. "Gore é alguém que eu consulto regularmente", disse o senador. "É claro que eu o convidaria", afirmou, respondendo à pergunta de uma eleitora em Wallingford, na Pensilvânia. O ex-vice-presidente, no entanto, não anunciou apoio a nenhum candidato.

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