Obama garante ser amigo de Israel

O candidato democrata à CasaBranca, Barack Obama, garantiu na quarta-feira ser um amigo deIsrael e prometeu não exigir que o país eventualmente façaconcessões que ponham sua segurança em risco. De olho no eleitorado judaico dos EUA, ele qualificou aexistência de Israel como "um milagre" e prometeu sempre apoiaro Estado judeu. Já com a liderança palestina ele teve umencontro discreto e rápido na Cisjordânia. Em seguida, embarcou para Sderot, uma cidade no sul deIsrael onde mísseis disparados por palestinos da Faixa de Gazacostumavam cair -- o que praticamente deixou de acontecer desdea trégua declarada em junho pelo grupo islâmico Hamas. "Estou aqui para dizer como norte-americano e como amigo deIsrael que estamos ao lado do povo de Sderot e do povo de todoIsrael", disse Obama na delegacia local, diante de pilhas decápsulas vazias de foguetes. Numa aparente cutucada no atual presidente, George W. Bush,que só no final de 2007 retomou a mediação do processo de paz,Obama disse que não iria "esperar alguns anos do meu mandato oudo meu segundo mandato" para se empenhar. Enfatizando que não pretende extrair concessões exageradasde Israel, Obama declarou que os líderes israelenses deixaramos encontros com ele "sem qualquer sensação de que eu osestaria pressionando a aceitar qualquer tipo de concessão quecolocasse em jogo sua segurança". "MILAGRE" Obama começou o dia se reunindo com o presidente ShimonPeres, a quem disse que o país é "um milagre que floresceu". Emseguida, de solidéu, depositou flores brancas no Memorial doHolocausto Yad Vashem. Depois, foi até Ramallah, na Cisjordânia, onde passou umahora com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e com oprimeiro-ministro Salam Fayyad, Saiu sem dar declarações. Mais tarde, jantando com o premiê de Israel, Ehud Olmert,ele disse aos jornalistas que encontrou entre os palestinos "umforte sentimento de que há progressos e conversas honestasocorrendo". "De fato, isso é correto", atalhou Olmert. Para ir a Ramallah, Obama passou junto ao muro construídopor Israel em torno da Cisjordânia e a alguns assentamentosjudaicos -- dois assuntos espinhosos do processo de paz. EmRamallah, as ruas estavam tomadas por centenas de policiais. No mês passado, Obama desagradou aos palestinos por dizernum evento judaico que Jerusalém deveria ser a capital"indivisa" de Israel. Os palestinos reivindicam que a capitaldo seu eventual Estado seja Jerusalém Oriental, ocupada em 1967por Israel. Obama posteriormente disse que havia se expressado mal. Um assessor do candidato disse que, além do processo depaz, a conversa com os líderes israelenses foi pautada tambémpelo programa nuclear de Israel. "Um Irã nuclear representariauma grave ameaça, e o mundo deve impedir o Irã de obter umaarma nuclear", afirmou o senador em Sderot. Horas antes da chegada de Obama, um palestino lançou umaescavadeira contra os veículos de uma movimentada rua deJerusalém, perto do hotel em que ele se hospeda. O incidentedeixou 16 feridos, e o agressor foi morto a tiros. (Reportagem adicional de Adam Entous e Joseph Nasr, emJerusalém, Wafa Amr, em Ramallah)

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