Obama homenageia vítimas de chacina em base militar

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nomeou e contou uma a uma as histórias das 13 pessoas mortas na chacina em Fort Hodd, Estado do Texas, honrando as memórias dos mortos na matança da base militar e denunciando a "lógica pervertida" que levou à matança.

AE-AP, Agencia Estado

10 Novembro 2009 | 20h00

"Nenhuma fé justifica esses atos assassinos e covardes e nenhum Deus justo e amoroso olha para eles com apoio", disse Obama á multidão que escutou seu discurso em Fort Hood. "E pelo o que fez, sabemos que o assassino se encontrará com a justiça - neste mundo e no próximo".

Obama discursou a cerca de 15 mil pessoas na maior base militar dos EUA, onde na semana passada, o major Malik Hasan disparou com duas pistolas automáticas contra os colegas, matando 13 pessoas (12 militares e 1 civil) e ferindo outras 29. Malik Hasan recebeu quatro tiros de uma policial e foi hospitalizado.

Obama e a primeira-dama Michelle Obama chegaram a Fort Hood e tiveram mais cedo um encontro com familiares dos soldados mortos e com os feridos, uma boa parte dos quais seria enviada ao Iraque ou ao Afeganistão. As vítimas, homens e mulheres, tinham entre 19 e 62 anos. Obama também falou diretamente sobre os questionamentos se o suposto atirador tinha laços com a ideologia extremista islâmica.

"Este é um tempo de guerra. E mesmo assim esses americanos não morreram num campo de batalha no exterior. Eles foram mortos aqui, em solo americano, no coração da nossa grande comunidade americana. Esse é um fato que torna a tragédia ainda mais dolorosa, ainda mais incompreensível", disse Obama.

Investigação do FBI

O FBI, polícia federal norte-americana, revelou hoje que Hasan teve contatos com um clérigo extremista islâmico no Iêmen. Também revelou que Hasan tinha dúvidas sobre o papel dos soldados norte-americanos e islâmicos. O FBI disse que Hasan, um muçulmano devoto nascido no Estado da Virgínia há 39 anos, entrou na mira da polícia em 2008 após ter se comunicado com o alvo de uma investigação antiterror feita pelo governo.

O FBI disse que os investigadores asseguraram que os contatos eram "consistentes com a pesquisa conduzida pelo major Hasan na sua posição de psiquiatra no Walter Reed medical Center". "A força-tarefa contra o terror concluiu que o major Hasan não estava envolvido em atividades terroristas ou conspirações terroristas", anunciou o FBI. "Até agora, a investigação indica que o suposto atirador agiu sozinho e não fazia parte de uma conspiração terrorista mais ampla", afirmou o FBI.

O FBI realizará uma revisão interna para concluir se houve erro na análise de dados anteriores sobre o homem, acusado pelo ataque que resultou na morte de 13 pessoas e deixou outras 29 feridas. Com informações da Dow Jones.

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