AP Photo/Carolyn Kaster
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Obama homenageia vítimas de Pearl Harbor no 75º aniversário do ataque

Presidente lembrou que acompanhará o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, na visita no fim deste mês ao monumento em memória dos mortos

O Estado de S. Paulo

07 Dezembro 2016 | 15h38

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez uma homenagem nesta quarta-feira, 7, aos veteranos que lutaram e aos mortos na batalha de Pearl Harbor, coincidindo com o 75º do ataque realizado pelo Japão em 1941.

"Um ataque repentino e não provocado transformou um porto tranquilo em um mar de chamas. Mais de 2,4 mil patriotas americanos perderam a vida no ataque a Pearl Harbor. Militares e civis, homens, mulheres e crianças. Nas horas posteriores, o presidente (Franklin D.) Roosevelt prometeu que o 'povo americano em seu poderio justo ganharia com a vitória absoluta'. Graças ao heroísmo de uma geração, vencemos", afirmou o presidente em discurso na cerimônia.

Obama agradeceu aos veteranos e sobreviventes do ataque por ter enfrentado o "medo" e a "infâmia" com a coragem que foi "capaz de libertar os povos cativos do fascismo", algo ainda hoje inspirador.

"Além dos horrores da guerra, essa grande geração forjou uma ordem internacional durável, se transformou na espinha dorsal da classe média e impulsionou a prosperidade dos EUA. Sua coragem e resolução nos lembram dessa verdade americana fundamental: quando estamos juntos, nenhum desafio é grande demais", completou.

O presidente, que deixa o poder no dia 20 de janeiro, reforçou o compromisso dos EUA para fortalecer laços de união. Porém, disse que o país nunca poderá quitar as dívidas com a geração dos que serviram a nação naquela época e, por isso, é preciso cuidar e apoiar os veteranos de guerra de cada geração.

Obama destacou que acompanhará o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, na visita no fim deste mês ao monumento em memória dos mortos de Pearl Harbor, como "prova de reconciliação que o mais amargo dos adversários pode se transformar no mais próximo dos aliados".

"A visita histórica será uma homenagem ao poder da reconciliação e à verdade de que os EUA e o Japão, unidos por uma aliança inimaginável há 75 anos, seguirão trabalhando de mãos dadas para um mundo mais pacífico e seguro", concluiu. / EFE

Especial: Os 75 anos do ataque a Pearl Harbor

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