Obama: impacto do vazamento de óleo será substancial

O presidente Barack Obama disse hoje que o impacto econômico do vazamento de petróleo no Golfo do México será "substancial e contínuo" e funcionários da Casa Branca sugeriram penalidades contra a British Petroleum (BP) que devem chegar a bilhões de dólares.

AE, Agência Estado

07 de junho de 2010 | 14h58

As declarações foram feitas paralelamente ao anúncio de que a última tentativa de estancar o fluxo de óleo está funcionando. Obama reconheceu que a ações de limpeza vão se estender até o outono (no hemisfério Norte). Após uma reunião com vários funcionários de gabinete para se atualizar sobre o vazamento, Obama disse que não quer ver a BP "dando pouca importância" à área do Golfo. "O que está claro é que o impacto econômico desse desastre será substancial e contínuo", disse Obama. Nesta segunda-feira a BP disse que o custo do vazamento chegou a US$ 1,25 bilhão. O presidente disse que o poço será contido e lembrou que funcionários do governo estão avaliando os efeitos do desastre.

Obama viajou para a Louisiana na sexta-feira para avaliar o desastre e o impacto que ele teve sobre as economias locais. O presidente enfrenta críticas por ter imposto uma moratória de seis meses nas explorações em águas profundas no Golfo do México em meio a preocupações de que o vazamento coloque em perigo o futuro da região, que já sofre com restrições para o comércio de peixes e que perdeu turistas por causa do desastre. Ele disse aos moradores que quer assegurar que perfurações em águas profundas podem ser feitas com segurança. Obama quer dar tempo para que uma comissão presidencial formada por ele investigue as causas do acidente e sugira mudanças regulatórias.

A British Petroleum (BP) informou que continua a aumentar o volume de petróleo recuperado do vazamento de um poço no Golfo do México. Já a Casa Branca advertiu que a empresa britânica deve enfrentar penalidades.

O relativo sucesso do dispositivo de contenção ocorre após uma série de fracassos para diminuir a quantidade de petróleo que se espalha pelo Golfo desde que a plataforma Deepwater Horizon, alugada pela BP, explodiu e afundou há mais de seis semanas, matando 11 funcionários. A BP tem sido criticada por funcionários federais e locais por sua falta de habilidade em interromper o vazamento e evitar que o petróleo suje as costas de quatro Estados.

O porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs disse que os custos associados com o vazamento vão "exceder em grande parte" a quantia que a BP pode recuperar vendendo o petróleo recolhido. Além dos custos para a resolução e recuperação do problema, haverá "penalidades que envolverão muitos bilhões de dólares", disse ele.

Numa atualização em seu site, a BP disse que conseguiu recuperar 11.100 barris de petróleo bruto da superfície do mar no domingo. O volume é maior do que os 10.500 barris recuperados no sábado e bem acima dos 6.077 barris coletados no dia anterior. Cientistas liderados pelo Centro de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos estimam que entre 12 mil e 19 mil de barris diários de petróleo eram despejados no Golfo antes do início dos procedimentos de contenção. As informações são da Dow Jones.

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