Obama: iraquianos precisam se responsabilizar pelo país

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje, durante rápida viagem surpresa ao Iraque, acreditar que o progresso no país depende "de soluções políticas" e que os iraquianos agora precisam "tomar a responsabilidade pelo próprio país". Obama também elogiou de maneira efusiva cerca de 600 soldados norte-americanos numa base. Em fevereiro, ele prometeu retirar as forças dos EUA de combate em 19 meses, embora tenha dito que o país manterá 50 mil soldados em funções de treinamento de tropas iraquianas. Obama decolou hoje mesmo para Washington.

AE-AP, Agencia Estado

07 de abril de 2009 | 20h14

O presidente norte-americano desembarcou no Iraque horas depois de a explosão de um carro-bomba num bairro xiita de Bagdá ter deixado nove mortos e 18 feridos, um sangrento lembrete de uma guerra na qual já morreram mais de 4.266 soldados norte-americanos. Está ocorrendo uma nova escalada na violência no país e os atentados têm se tornado quase diários.

"É importante que nós usemos toda a nossa influência para encorajar os partidos políticos do Iraque a resolverem esses problemas de uma maneira imparcial. Eu acho que minha presença aqui pode ajudar nisso", afirmou Obama, após desembarcar em Bagdá, onde foi recebido pelo general Ray Odierno, comandante mais graduado dos EUA no país invadido em 2003.

Obama fez a visita sob um forte esquema de segurança. Ao chegar, ele foi levado sob escolta ao Camp Victory, a maior base norte-americana no Iraque, onde fez um discurso para 600 soldados. Segundo assessores, Obama condecorou dez deles com medalhas de mérito em combate. Depois, teve uma reunião com o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, que destacou ao mandatário norte-americano os avanços dos iraquianos em segurança. Atualmente, os EUA têm 139 mil soldados no país.

Preferência

O secretário de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que Obama preferiu visitar o Iraque em vez do Afeganistão em razão do país ser mais próximo da Turquia e porque o progresso no Iraque "depende de soluções políticas". A visita ocorreu no fechamento de uma extensa viagem ao exterior que levou Obama à cúpula do G-20 - grupo que reúne as nações mais industrializadas e as principais potências emergentes do mundo -, em Londres, à reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na França e na Alemanha e à Turquia.

Pouco antes de deixar o território turco, o presidente norte-americano destacou o Iraque como um exemplo de mudança que ele busca realizar nas políticas herdadas da administração George W. Bush. Durante a campanha presidencial, Obama declarou-se contrário à guerra no Iraque e prometeu retirar as tropas norte-americanas do país. Com informações da Dow Jones.

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