Obama lança medidas para reduzir armas

O presidente dos EUA, Barack Obama, anuncia hoje o pacote de medidas para o controle de armas no país. Uma nova lei para restringir a venda de armas de assalto e a proibição do acesso a munições de alta capacidade constam das medidas - 19 delas serão criadas por decreto presidencial, mas outras terão de ser passar pelo Congresso, onde enfrentarão oposição de republicanos e democratas.

DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2013 | 02h00

A conclusão do pacote ocorreu ontem após reunião entre Obama e o vice-presidente, Joe Biden, líder da força-tarefa que elaborou as medidas. "Ele (Obama) pretende tomar uma atitude abrangente", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, ao confirmar o anúncio de hoje.

A maior parte das 19 medidas a serem adotadas por decreto diz respeito à eliminação de omissões do próprio governo e de brechas na aplicação de leis existentes. No primeiro caso está a designação, pela Casa Branca, de um diretor para o Bureau de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos. O cargo tem sido ocupado por interinos nos últimos seis anos.

A melhoria do sistema de informações sobre compradores e a aplicação mais rigorosa da lei contra fraudes estão entre as medidas que serão anunciadas hoje. A Segunda Emenda da Constituição dá o direito ao cidadão de ter armas para defesa pessoal, mas leis adotadas ao longo do tempo impuseram limitações, especialmente para os americanos com histórico de crimes e com problemas mentais.

Nos últimos 14 anos, 1 milhão de pessoas tiveram rejeitadas autorizações para comprar armas. A maioria em razão de antecedentes criminais, segundo o FBI. Desse universo, 1% tinha problemas mentais, 14% apresentavam registro de violência doméstica e 10% eram fugitivos da Justiça.

Especialistas chamam a atenção para o fato de as armas de assalto não terem sido as usadas nos mais recentes massacres ocorridos no país. Pistolas semiautomáticas foram as favoritas dos atiradores, como aconteceu na morte de 20 crianças e 6 educadores na escola de Sandy Hook, em Newtown, em dezembro.

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