Obama lança ofensiva para conquistar voto feminino

Presidente discursa em faculdade que é reduto feminista e participa de programa de TV comandado por mulheres

GUSTAVO CHACRA , CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

15 Maio 2012 | 03h06

Uma semana depois de anunciar seu apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, Barack Obama decidiu se concentrar ontem na busca do voto feminino ao discursar em entidade de ensino superior que tem apenas alunas. Para completar, o presidente dos EUA gravou uma participação em um programa da rede de TV ABC que tem cinco apresentadoras, incluindo Whoopi Goldberg e Barbara Walters.

Além da ofensiva pelo voto feminino, que é uma das faixas demográficas nas quais sua vantagem sobre Mitt Romney ultrapassa os 10 pontos porcentuais, Obama também lançou um comercial atacando seu adversário republicano por seus anos como executivo de um fundo de private equity. Neste caso, o presidente tenta atrair o voto dos homens brancos, que tendem ser mais favoráveis ao opositor, segundo pesquisas.

"Estou convencido de que as mulheres de sua geração têm a vontade necessária para nos liderar", disse Obama em discurso no Barnard College, uma faculdade associada à Universidade Colúmbia, em Nova York, onde se formou no começo dos anos 80 em Ciências Políticas. "Como mulheres jovens, vocês precisarão lidar com alguns desafios, como receber o mesmo salário para fazer o mesmo trabalho, precisarão equilibrar seus empregos com suas famílias e ver se terão controle de sua saúde", acrescentou Obama.

Todos os anos, o presidente recebe centenas de convites para discursar. Normalmente, opta por uma universidade civil, uma militar e uma escola do ensino médio. Neste ano, a escolha do Barnard causou polêmica, pois o presidente se ofereceu para falar, ignorando pedidos até mesmo da Colúmbia, que o viu rejeitar ser orador pelo nono ano seguido.

O Barnard aceitou Obama como orador, cancelando a participação de Jill Abramson, uma ex-aluna e primeira mulher a ocupar o cargo de editora executiva do New York Times. Críticos de Obama também advertiram para supostos fins eleitoreiros na escolha de uma faculdade considerada um dos redutos do feminismo americano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.