Obama: moradias em assentamentos não ajudam a paz

Os planos israelenses de construir novas moradias em assentamentos na ocupada Jerusalém Oriental não ajudam o processo de paz no Oriente Médio, disse hoje o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante uma visita que realiza na Indonésia. Ontem, foi divulgado que o governo israelense aprovou a construção de mais 1.300 moradias em Jerusalém Oriental.

AE, Agência Estado

09 de novembro de 2010 | 12h38

"Esse tipo de atividade nunca ajuda quando se fala em negociações de paz", disse Obama. "Eu estou preocupado pois nós não estamos vendo cada lado fazer um esforço extra para obter uma ruptura que poderia finalmente criar um ambiente para um Israel seguro vivendo lado a lado em paz com uma Palestina soberana", avaliou o líder norte-americano.

Obama se encontrou hoje com o presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, na segunda parte do giro de Obama pela Ásia. Antes, o presidente norte-americano visitou a Índia. O líder americano disse acreditar que seu país está "no caminho certo" para ter uma relação melhor com o mundo muçulmano. Ele notou que ainda há diferenças, mas afirmou que seu governo está trabalhando para "eliminar alguns mal-entendidos e a desconfiança".

Obama viveu durante quatro anos na Indonésia, quando criança. Ele foi viver em Jacarta quanto tinha seis anos, após sua mãe divorciada se casar com um indonésio. Ele ficou no país até os 10 anos. Segundo ele, o país que visita agora é bastante diferente daquele onde viveu na infância.

A reduzida agenda não tornou possível que Obama visite lugares por onde andou, mas ele deve falar sobre sua época no país em um discurso na Universidade da Indonésia. O secretário de imprensa Robert Gibbs disse que, por causa da cinza vulcânica na Indonésia, a visita do presidente, que tem inicialmente duração prevista para 24 horas, pode ser encurtada.

UE

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, demonstrou hoje sua "extrema preocupação" com a intenção israelense de construir novas moradias em Jerusalém Oriental, um território reivindicado pelos palestinos como capital de seu futuro Estado. A comissária de Relações Exteriores da UE disse que o plano israelense cria obstáculos para o diálogo pela paz e deve ser anulado. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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