EFE/Olivier Douliery
EFE/Olivier Douliery

Obama muda de posição e anuncia que manterá mais de 8 mil soldados no Afeganistão até 2017

Em declaração feita na Casa Branca, Obama disse que o papel das forças dos EUA no Afeganistão permanecerá inalterado: treinamento e aconselhamento das tropas e da polícia afegãs

O Estado de S. Paulo

06 Julho 2016 | 15h56

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou nesta quarta-feira, 6, de precária a situação de segurança no Afeganistão e anunciou que manterá em 8,4 mil o número de soldados americanos no Afeganistão até o fim de seu governo, em vez de reduzir o efetivo para 5,5 mil soldados até o fim do ano como tinha sido planejado.

Em declaração feita na Casa Branca, Obama disse que o papel das forças dos EUA no Afeganistão permanecerá inalterado: treinamento e aconselhamento das tropas e da polícia afegãs, além de dar apoio a missões contraterrorismo contra o Taleban e outros grupos. O mandato de Obama termina no fim de janeiro.

O plano de Obama ainda prevê redução no número de tropas americanas ante os atuais cerca de 9,8 mil soldados, mas não tanto como planejado inicialmente.

Obama, que assumiu a Presidência em 2009 com a promessa de reduzir o número de tropas americanas nas guerras do Iraque e do Afeganistão, disse ter encerrado as operações de combate dos EUA no Afeganistão. Mas ele reconheceu que as preocupações com a segurança persistem.

"A situação de segurança no Afeganistão permanece precária", disse Obama. "O Taleban segue sendo uma ameaça. Eles ganharam terreno em alguns lugares."

Forças do Taleban detém atualmente mais território no Afeganistão do que em qualquer outro momento desde a invasão liderada pelos EUA em 2001, segundo estimativas recentes da Organização das Nações Unidas (ONU). O grupo militante Estado Islâmico também estabeleceu uma pequena presença no Afeganistão. / REUTERS 

Mais conteúdo sobre:
Afeganistão Barack Obama

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.