Obama: 'mundo está observando referendo no Sudão'

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o mundo está observando enquanto os eleitores do sul do Sudão dão início a um referendo que vai durar uma semana e deverá dividir o maior país do continente africano em dois e criar a mais nova nação do globo. Em artigo publicado no New York Times, Obama disse que não é toda geração que tem a oportunidade de "virar a página do passado e escrever um novo capítulo na história".

AE, Agência Estado

09 de janeiro de 2011 | 13h57

"Depois de 50 anos de guerras civis que mataram dois milhões de pessoas e transformaram outras milhões em refugiadas, essa é a oportunidade diante do povo do sul do Sudão", escreveu Obama. O líder norte-americano afirmou que a votação e a ação dos líderes sudaneses vão ajudar a determinar se o país "vai caminhar na direção da paz e da prosperidade ou cair de novo no derramamento de sangue".

Omar al-Bashir, presidente do Sudão que está enfrentando acusações de genocídio e crimes de guerra na região de Darfur, no oeste do país, prometeu obedecer o resultado do referendo. Espera-se que o sul, de maioria cristã, vote pela independência em relação ao norte, de maioria muçulmana.

Obama afirmou que o referendo terá consequências não apenas para o Sudão, mas também para a África subsaariana e o mundo. "Neste momento o mundo está observando, unido em sua determinação para ter certeza de que todas as partes no Sudão cumpram suas obrigações", disse. "Uma votação bem sucedida será motivo para celebração e um passo inspirador na longa jornada da África em direção à democracia e à justiça", acrescentou.

No entanto, Obama observou que a paz no Sudão vai demandar mais que um referendo confiável e destacou que o acordo de paz selado em 2005 tem de ser inteiramente implementado e que as disputas nas fronteiras precisam ser resolvidas pacificamente. Obama também afirmou que a paz só será alcançada quando a situação em Darfur for solucionada. "Os Estados Unidos não vão abandonar as pessoas de Darfur", escreveu. As informações são da Associated Press.

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