Obama nega espionagem de e-mails e fones de europeus

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a garantir aos europeus que seu governo não está examinando seus e-mails nem ouvindo suas conversas pelo telefone. "O que nós tentamos fazer é focar em áreas de preocupação muito específicas", disse, em entrevista coletiva concedida na Suécia.

AE, Agência Estado

04 de setembro de 2013 | 13h56

Obama disse que pode fazer algumas mudanças nos programas de supervisão por conta de avanços da tecnologia. "Podem haver situações nas quais nós estamos reunindo informações simplesmente porque nós podemos e que não ajuda na nossa segurança nacional, mas que levantam questões em termos de se estamos sendo muito intrusivos com relação às interações de outros governos", disse.

Sua equipe de segurança, em conjunto com um quadro independente, está revisando tudo para encontrar o equilíbrio entre a fiscalização do governo e as liberdades da população, garantiu Obama. A intenção do programa, segundo ele, era melhorar o entendimento dos EUA do que está acontecendo ao redor do mundo.

A visita de Obama a Estocolmo foi agendada após o presidente norte-americano ter cancelado encontro bilateral com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou. Esta é a primeira vez que um presidente dos EUA no exercício do cargo faz uma visita à Suécia. Sob forte segurança, manifestantes se reuniram nas ruas de Estocolmo, incluindo um pequeno grupo da Anistia Internacional, que demanda o fechamento da prisão mantida pelos EUA na Baía de Guantánamo.

Na quinta-feira, Obama se encontrará com líderes internacionais na reunião do Grupo dos 20 (G-20, que reúne as nações mais industrializadas e as principais potências emergentes do mundo), em São Petersburgo, na Rússia, onde o tema central deve ser um possível ataque à Síria. Fonte: Associated Press.

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