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Obama nomeia primeiro embaixador em Cuba em mais de meio século

Presidente destacou a carreira diplomática de DeLaurentis e sua "ampla experiência em Cuba e América Latina", assim como seu desempenho como chefe da missão em Havana desde agosto de 2014

O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2016 | 19h53

O presidente Barack Obama designou o experiente diplomata Jeffrey DeLaurentis, nesta terça-feira, 27, para ser o primeiro embaixador dos Estados Unidos em Cuba em 55 anos. Ele é, desde 2014, chefe da representação diplomática americana em Havana. 

"Hoje, estou orgulhoso de nomear Jeffrey DeLaurentis para ser o primeiro embaixador dos EUA em Cuba em mais de 50 anos. A liderança de Jeff foi vital ao longo da normalização das relações entre Estados Unidos e Cuba, e a nomeação de um embaixador é um passo à frente em direção a uma relação mais normal e produtiva entre nossos países", disse Obama, em nota divulgada pela Casa Branca. DeLaurentis ainda precisa ser confirmado pelo Senado.

"Não há nenhum servidor público mais adequado para melhorar nossa capacidade de nos comprometer com o povo cubano e promover os interesses dos Estados Unidos em Cuba do que Jeff."

Obama destacou a carreira diplomática de DeLaurentis e sua "ampla experiência em Cuba e América Latina", assim como seu desempenho como chefe da missão em Havana desde agosto de 2014.

"Jeff já está trabalhando com Cuba em temas que fazem avançar os interesses nacionais dos EUA, como a aplicação da lei, a luta contra as drogas, a proteção do meio ambiente, a luta contra o tráfico humano, a ampliação das oportunidades comerciais e agrícolas, e a cooperação na ciência e na saúde", declarou.

Obama reiterou que o diplomata se envolveu com o povo cubano e expressou e defendeu os valores americanos para marcar posição em prol dos direitos humanos na ilha.

Além disso, o presidente dos EUA ressaltou a ampla experiência de DeLaurentis em trabalhos com as Nações Unidas. "Ter um embaixador fará com que seja mais fácil defender nossos interesses e aprofundará nossa compreensão, até mesmo quando sabemos que vamos continuar a ter diferenças com o governo cubano", argumentou.

Estados Unidos e Cuba anunciaram o reinício de suas relações no fim de 2014, um processo de normalização que se cristalizou na abertura das embaixadas dos dois países em 2015 e na visita do próprio Obama a Cuba em março. / EFE e AFP  

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