Obama pede a Bibi que evite colapso em negociação de paz

Presidente dos EUA diz a premiê de Israel que é preciso tomar 'decisões difíceis' para salvar acordo com palestinos

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2014 | 02h05

Mesmo envolvido com a crise ucraniana, o presidente dos EUA, Barack Obama, encontrou tempo para se reunir ontem com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin "Bibi" Netanyahu, para tentar evitar um colapso nas negociações de paz com os palestinos.

Na reunião, realizada no Salão Oval da Casa Branca, Obama disse a Netanyahu que ainda acredita em uma solução de dois Estados e lembrou ao primeiro-ministro israelense que é preciso tomar "decisões difíceis" para alcançar um acordo. Em Washington, Netanyahu ouviu de Obama uma advertência velada, mas dura, de que será difícil proteger Israel contra iniciativas de isolá-lo internacionalmente se o esforço de paz fracassar.

Em um indício de que a pressão de Obama poderia não ter efeito prático, Netanyahu, em comunicado emitido horas antes do encontro, atribuiu aos palestinos a responsabilidade pelo impasse nas negociações e prometeu se manter firme em sua posição durante a visita a Washington.

"Temos de nos manter firmes sobre nossos interesses cruciais. Já provei que estou fazendo isso, contra toda a pressão e incerteza, e continuarei a fazer isso aqui também", disse o premiê.

Outro indício de que Israel não cederá às pressões dos EUA surgiu nas estatísticas do governo israelense, divulgadas ontem, que mostram uma expansão dos assentamentos judeus na Cisjordânia. As obras nas colônias subiram mais de 120% em 2013 em relação ao ano anterior.

Ataque. Outro ponto de fricção com os palestinos é a ação do Exército de Israel, que ontem realizou um ataque aéreo em Gaza contra militantes que se preparavam para lançar foguetes. De acordo com Ashraf al-Kedra, funcionário do Departamento de Saúde de Gaza, um homem de 21 anos foi morto e outros dois ficaram feridos na ação. / REUTERS e EFE

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