Carolyn Kaster/AP
Carolyn Kaster/AP

Obama pede aceleração de ciberataques ao Irã

Operação criou vírus para atacar sistemas de computadores que comandam principais instalações de enriquecimento de urânio do país

estadão.com.br,

01 de junho de 2012 | 12h34

Uma operação conjunta entre a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos e uma uma unidade de guerra cibernética secreta israelense resultou em um vírus projetado para atacar sistemas de computadores que comandam as principais instalações de enriquecimento de urânio no Irã, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira, 1, pelo jornal The New York Times.

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Segundo o jornal americano, autoridades disseram que o vírus Stuxnet foi originalmente encomendado pelo presidente Bush, mas foi recebido com entusiasmo pelo sucessor, Barack Obama.

O presidente Obama teria decidido intensificar os ciberataques na instalação nuclear de Natanz, no Irã, mesmo depois de o projeto ter se tornado público em 2010. Na época, informações divulgadas pela internet diziam que a maioria dos especialistas o descreviam como uma criação de militares israelenses.

Ainda de acordo com o The New York Times, os ciberataques americanos não são limitados ao Irã, mas o principal foco, segundo uma fonte do governo, "tem sido esmagadoramente um país específico."

Algumas autoridades chegaram a questionar por que as mesmas técnicas não foram utilizadas de forma mais agressiva contra a Coreia do Norte. Outras fontes ouvidas pelo jornal vêem chances de interromper os planos chineses, as forças militares na Síria e as operações da Al Qaeda em todo o mundo.

Apesar disso, o presidente Obama afirma que não há como ignorar os riscos do projeto. "Na verdade, nenhum país tem a infraestrutura mais dependente em sistemas de informática - e também mais vulnerável a um ataque - do que propriamente os Estados Unidos, finalizou o The New York Times.

 

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