Obama pede 'ações urgentes' no Sri Lanka para evitar desastre

Presidente americano quer libertação de civis em zona de combate e fim de ataques indiscriminados do Exército

Agências internacionais,

13 de maio de 2009 | 17h45

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta quarta-feira, 13, que os Tigres de Libertação do Eelam-Tâmil (LTTE, na sigla em inglês) libertem os civis presos na zona de combate com o governo central. O chefe de Estado pediu também que o Exército cingalês interrompa os bombardeios indiscriminados na região do conflito. "Sem ações urgentes, crise humanitária se tornará uma catástrofe", afirmou o líder americano.

 

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O único centro médico em funcionamento na zona de guerra do norte do Sri Lanka foi bombardeado pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira, matando pelo menos 60 civis, segundo fontes médicas. Na véspera, pelo menos 49 pacientes morreram. O Exército cingalês segue com sua "ofensiva final" contra os rebeldes. A ONU estima que cerca de 50 mil civis estejam presos na zona do conflito.

 

A guerrilha está encurralada num território de cerca de 4 quilômetros quadrados. O LTTE luta desde 1983 por um território independente para a minoria tâmil, marginalizada pela maioria cingalesa no país. Dados da ONU compilados no mês passado mostram que quase 6,5 mil civis morreram nos três primeiros meses desse ano, no momento em que o governo afirma estar perto de derrotar o grupo rebelde e encerrar a guerra civil.

 

Mais de mil civis - muitos com membros amputados ou ferimentos no peito, esperavam por tratamento quando o hospital foi atingido - e a cada vez minutos um ou dois pacientes morrem, afirmam os médicos do local. Mais de 100 corpos estão do lado de fora do hospital de campanha, já que ninguém quer se arriscar nos enterros durante os bombardeios constantes.

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