Obama pede apoio ao público para debate sobre dívida

O Congresso dos EUA está trabalhando em dois caminhos e correndo contra o tempo para elevar o limite de endividamento do país, enquanto presidente Barack Obama apela diretamente para o público na esperança de influenciar um acordo para redução do déficit que não foi materializado durante as negociações realizadas na Casa Branca na última semana.

AE, Agência Estado

16 de julho de 2011 | 12h30

"Nós temos de pedir que todos assumam os seus papéis porque todos somos parte do mesmo país", disse Obama em seu discurso semanal no rádio e na internet, pressionando por um pacote de cortes de gastos e aumentos de impostos que tem enfrentado dura resistência da oposição republicana. "Nós todos estamos nisso juntos", declarou o presidente.

Obama afirmou que os norte-americanos mais ricos devem "pagar uma fatia justa". "Vocês nos levaram a Washington para fazer coisas difíceis, as coisas certas. Não apenas para alguns de nós, mas para todos nós", acrescentou.

No entanto, conforme o prazo final de 2 de agosto se aproxima, as chances de que Obama consiga a redução no déficit de US$ 4 trilhões ou mesmo de US$ 2 trilhões estão diminuindo rapidamente à medida que o Congresso age para tomar o controle do debate.

Republicanos da Câmara se preparam para realizar uma votação na próxima semana para permitir um aumento no teto da dívida até 2012 desde que o Congresso aprove uma emenda constitucional para um orçamento equilibrado - o que é muito difícil.

Em um discurso hoje, o senador republicano Orrin Hatch argumentou em favor da emenda e culpou os democratas por não conseguirem concordar com cortes adequados no orçamento. "A solução para a crise nos gastos não é um aumento nos impostos", declarou. Uma emenda que exija um orçamento equilibrado, "nos colocaria no caminho para a saúde fiscal e evitaria que esse governo ou qualquer futuro governo imponha mais dívida para o povo americano", disse.

Obama realizou cinco reuniões seguidas com líderes do Congresso nesta semana, mas nenhuma das três opções propostas - corte no déficit de US$ 4 trilhões, US$ 2 trilhões ou US$ 1,5 trilhão em um período de 10 anos - ganhou apoio suficiente para um aumento de US$ 2,4 trilhões no teto da dívida que Obama precisa para se manter até as eleições de 2012. As informações são da Associated Press.

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