Obama pede eleições livres na Tunísia

Presidente que governava há 23 anos o país africano fugiu em meio a protestos populares

estadão.com.br,

14 de janeiro de 2011 | 20h34

 

Tunisianas fogem da repressão policial na capital do país

WASHINGTON- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu nesta sexta-feira, 14, a realização de eleições livres na Tunísia e o fim da violência contra manifestantes contrários ao governo. O presidente Zine El Abidine Ben Ali deixou o poder hoje após dias de intensos protestos populares. Em seu lugar, o Exército nomeou o primeiro-ministro Mohammed Ghannouchi como líder do governo interino.

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Em comunicado, Obama pediu que todas as partes envolvidas nos confrontos mantenham a calma e criticou o uso da violência contra pessoas que se expressavam pacificamente. "Peço que o governo tunisiano respeite os direitos humanos e organize eleições livres que reflitam a vontade do povo", disse.

Os tunisianos foram às ruas nos últimos dias para protestar contra a inflação, o desemprego, a corrupção e para pedir maior abertura política. Segundo o governo da Tunísia, ao menos 23 pessoas morreram em protestos contra o presidente. A oposição diz que o número de mortos é bem maior.

Ao assumir o governo interino, o primeiro-ministro prometeu buscar o consenso. "Eu assumo temporariamente as responsabilidades da liderança do país, nestes tempos difíceis, com a missão de restaurar a segurança", disse Ghannouchi, em comunicado. "Eu prometo respeitar a Constituição, trabalhar para reformar as questões econômicas e sociais com cuidado e consultar todos os partidos políticos".

Ben Ali havia decretado estado de emergência por conta dos protestos que tomaram conta do país. Ele anunciara que o governo seria dissolvido e eleições de 2014 seriam convocadas antecipadamente. Nesta sexta, no entanto, não suportou as pressões e fugiu do país. O avião que o levava pousou na Arábia Saudita. O presidente estava no poder desde 1987.

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Com AP e Efe

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