Dai Kurokawa/EFE
Dai Kurokawa/EFE

Obama pede eleições pacíficas no Quênia, que escolhe presidente nesta terça

País teve onda de violência entre tribos na eleição anterior, em 2007

AFP e EFE, O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2017 | 03h55

WASHINGTON e NAIRÓBI – O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama pediu nesta segunda-feira, 7, que todo os quenianos colaborem para que as eleições no país ocorram de forma “pacífica e legítima”. Nesta terça, 8, os moradores do país do leste africano, onde nasceu o pai de Obama, vão às urnas para eleger o presidente para os próximos cinco anos. As eleições começaram às 6 horas da manhã locais (meia-noite no horário de Brasília).

“Chamo aos líderes do Quênia para que rechacem a violência e respeitem a vontade do povo”, disse Obama, horas antes da abertura da votação. O atual presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, disputa o segundo mandato contra o opositor Raila Odinga, que já perdeu três eleições presidenciais. “Peço a todos os quenianos que se comprometam com eleições pacíficas e legítimas, fomentando a confiança em sua nova Constituição e no futuro de seu país”, acrescentou o ex-presidente democrata, que deixou o cargo em janeiro.

Quase 20 milhões de quenianos vão às urnas para escolher o presidente e também governadores, deputados, senadores e funcionários locais. As eleições no país acontecem dez anos depois da violência política e étnica de 2007 e 2008, que deixou mais de mil mortos e mais de 600 mil desalojados.

Abertura das urnas. Os colégios eleitorais abriram com longas filas de moradores à espera do momento de votar. A escolha do presidente é marcada por tensão e medo de que se repita a violência registrada após as eleições de 2007. As ruas, habitualmente movimentadas no início do dia, amanheceram desertas e com a maior parte do comércio fechada na capital Nairóbi.

As pesquisas de intenção de voto mostram os dois principais candidatos tecnicamente empatados, após uma campanha repleta de acusações e incitações à violência. O presidente discursou em rede nacional, na noite desta segunda-feira, 7, pedindo paz aos eleitores e calma na espera dos resultados, que podem ser conhecidos na noite desta terça. 

"Vá para casa e converse com seu vizinho, sem importar sua tribo, cor ou religião. O Quênia seguirá aqui depois destas eleições", disse Kenyatta. / AFP e EFE

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