AFP PHOTO / SAUL LOEB
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Obama pede fim da banalização dos ataques

Após massacre na Califórnia, presidente volta a defender controle de armas mais rígido

O Estado de S. Paulo

02 de dezembro de 2015 | 21h17

WASHINGTON - Menos de uma semana depois de seu último pronunciamento, o presidente dos EUA, Barack Obama, pediu nesta quarta-feira, 2,, após o ataque em San Bernardino, na Califórnia, para que se acabe com a “norma” que converte os ataques a tiros em algo que ocorre “normalmente” no país. “Temos agora uma norma de ataques a tiros em massa neste país que não tem nenhuma comparação em nenhum outro lugar do mundo”, declarou Obama, em uma entrevista à rede de televisão CBS News. 

“Deveríamos nos unir e atuar de forma bipartidária para fazer que isso seja algo raro, em vez de se tornar algo normal. Nunca deveríamos pensar que isso é algo que está dentro do ordinário, pois isso não acontece com essa frequência em outros países”, acrescentou ele. 

O presidente repetiu a mensagem de seu último pronunciamento, no sábado, após um atirador matar três pessoas, na sexta-feira, em uma clínica de Colorado Springs. 

Obama assegurou que sua “esperança” é a de que os EUA possam conter esses ataques como o de ontem, “do qual ainda não conhecemos os motivos”. O presidente lembrou que há “alguns passos que podem ser dados agora mesmo”. “Não para eliminar cada um dos ataques em massa, mas sim para aumentar as probabilidades de que eles não ocorram com tanta frequência”, disse.

Como já fez em outras ocasiões, Obama voltou a defender medidas como a aprovação de leis mais rígidas para a segurança no manejo de armas e controle prévio para a aquisição delas.

No ano passado, Obama afirmou que sua maior frustração como presidente dos EUA foi seu fracasso nos esforços para alcançar um controle maior na venda e posse de armas no país. 

O debate sobre as armas se reabriu em 2012 nos Estados Unidos em meio a uma sequência de grandes casos naquele ano, como o ataque em um cinema em Aurora (Colorado), com 12 mortos, e outro na escola infantil de Sandy Hook, de Newtown (Connecticut), quando foram assassinados 20 crianças e 6 adultos. 

Naquele ano, Obama impulsionou um conjunto de medidas para reformar a legislação para um rigor maior no acesso às armas, mas o Congresso americano não aprovou nem a que tinha maior consenso: um sistema de verificação de antecedentes para impedir que as armas cheguem aos criminosos ou a pessoas com problemas de saúde mental. Especialistas afirmam e relatórios mostraram que apenas essas modestas iniciativas fizeram disparar a venda de armas nos EUA. / EFE 

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