Obama pede 'mais ações e menos discursos' por segurança nuclear

Declaração foi feita em abertura do 2º dia da Conferência de Segurança Nuclear de Washington

Agência Estado

13 de abril de 2010 | 11h51

 

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu aos líderes mundiais nesta terça-feira, 13, que tomem atitudes, e não apenas discursem para garantir que os arsenais nucleares fiquem em segurança, segundo trechos de seu discurso de abertura no segundo dia da Conferência de Segurança Nuclear de Washington.

 

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"Hoje é uma oportunidade, não apenas para falar, mas para agir. Não apenas para fazer pedidos, mas para haver progresso real para a segurança de nossos povos", disse Obama, segundo os comentários antecipados pela Casa Branca.

A conferência reúne líderes de 47 países para discutir medidas que protejam melhor seus materiais nucleares. O encontro foi convocado pelo próprio Obama para discutir a segurança dos materiais nucleares e medidas para impedir que terroristas conseguissem acesso a armas atômicas.

Em seu discurso, Obama notou que o terrorismo nuclear é uma das maiores ameaças à segurança global, qualificando como uma "cruel ironia da história" o fato de que, 20 anos após o fim da Guerra Fria, o risco de um ataque nuclear tenha aumentado enquanto a chance de uma guerra nuclear entre nações tenha diminuído. "Materiais nucleares que poderiam ser vendidos ou roubados e transformados em arma nuclear existem em dezenas de nações", disse. "Apenas uma pequena porção de plutônio - do tamanho de uma maçã - poderia matar e ferir centenas de milhares de pessoas inocentes."

Obama afirmou que redes terroristas como a Al-Qaeda "têm tentado adquirir material para um arma nuclear, e se eles alguma vez conseguirem, certamente irão usá-la". "Se eles o fizerem, seria uma catástrofe para o mundo, causando extraordinária perda de vidas e representando um grande revés para a paz global e a estabilidade", alertou o presidente

Nova cúpula

Obama também anunciou que o próximo encontro sobre segurança nuclear, em 2012, ocorrerá na Coreia do Sul. "Isso reflete a liderança regional e global da Coreia do Sul", afirmou Obama. "Eu garanto a vocês, vou fazer o melhor para tornar o próximo encontro um sucesso", afirmou o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak.

 

A notícia pode criar polêmica com a Coreia do Norte, cujo programa nuclear tem sido alvo de controvérsia internacional.

 

Primeiros resultados

 

Na segunda-feira, a Casa Branca teve sua primeira vitória na cúpula. A Ucrânia fechou acordo para eliminar seu estoque de urânio altamente enriquecido até o próximo encontro nuclear, em 2012. As informações são da Dow Jones.

 

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