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Obama pede permissão do Congresso para usar tropas contra o EI

Uso limitado de forças terrestres valeria por três anos e serviria para operações de elite, inteligência, resgate e auxílio a países aliados

O Estado de S. Paulo

11 de fevereiro de 2015 | 13h34

WASHINGTON -  O presidente dos EUA, Barack Obama, enviou ao Congresso nesta quarta-feira, 11, o rascunho de uma proposta para a resolução da guerra contra o Estado Islâmico (EI), pedindo um uso "limitado" da força americana por três anos contra o grupo militante que atua na Síria e no Iraque.

A resolução argumenta que o Estado Islâmico representa uma "grave ameaça" aos Estados Unidos e aos seus aliados no Oriente Médio e classifica o grupo como uma organização terrorista. O texto também condena o EI por "atos desprezíveis de violência e execução em massa". A medida permitiria o uso de ataque aéreos e de "forças ou pessoal autorizados".

Segundo Obama, o uso de tropas terrestres contra o EI estaria limitado a ação de tropas especiais de elite contra a liderança do grupo, assistência a forças de países aliados, trabalho de inteligência e resgate de reféns. 

A resolução de guerra também a cita a morte de quatro cidadãos americanos mortos pelo grupo: James Foley, Steven Sotloff, Abdul-Rahman Peter Kassig e Kayla Mueller.

A nova resolução revogaria a lei de 2002 que autorizou o presidente George W. Bush a invadir o Iraque e substituí-la por uma autorização de guerra de três anos, que permitiria que os EUA usem a força militar contra o Estado Islâmico.

O projeto de resolução segue agora para o Congresso, onde será apreciado por duas casas que são controladas pelos republicanos. / AP e NYT

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