AFP PHOTO / SAUL LOEB
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Obama pede que as pessoas não entrem em pânico por ameaças terroristas

Antes de cúpula nas Filipinas, presidente americano afirmou que decisões acertadas não podem ser tomadas com base em 'histeria e exagero' e pediu que Rússia concentre atuação na Síria contra o EI

O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2015 | 12h31

MANILA - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta quarta-feira, 18, que as pessoas se mantenham calmas e não entrem em pânico pelas ameaças terroristas, horas antes do início da 23ª cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em Manila, a capital das Filipinas.

"Não estaremos contribuindo de nenhuma maneira, em resposta a um ataque terrorista, se entrarmos em pânico", disse Obama após se reunir com o anfitrião da reunião, o presidente filipino Benigno Aquino III, informaram em comunicado fontes oficiais americanas.

"Não tomaremos decisões acertadas se as basearmos na histeria e no exagero dos riscos", ressaltou Obama.

O presidente dos Estados Unidos questionou também a campanha militar da Rússia em apoio ao regime sírio do presidente Bashar Assad.

A Rússia "mudou o foco de sua operação militar e o que queremos ver é que os russos se concentrem no que representa a principal ameaça, que é o Estado Islâmico", apontou o presidente americano.

Obama lembrou que a Rússia "foi um parceiro construtivo nas negociações de Viena para tentar dirigir uma transição pacífica na Síria", e esse processo implica que o presidente Assad deixe o poder.

Líderes de 21 países participam da cúpula da Apec na capital filipina, convocada com uma agenda social sob o lema "por um crescimento inclusivo, por um futuro melhor".

Os atentados terroristas da última sexta-feira em Paris, que resultaram na morte de 129 pessoas, e a tensão no Mar do Sul da China, onde o regime de Pequim disputa a soberania de varias ilhas com outros cinco países da Apec, se sobrepuseram, no entanto, à agenda social do encontro. / EFE

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