Obama pede reunião com sul-americanos durante cúpula

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pretende ter um encontro com governantes de países sul-americanos no sábado, em Trinidad e Tobago, durante a Cúpula das Américas. A informação foi divulgada hoje pelo assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia. Segundo ele, Obama demonstrou o interesse durante um telefonema com a presidente do Chile, Michele Bachelet, que ocupa a presidência rotativa da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

AE-AP, Agencia Estado

15 de abril de 2009 | 16h32

Segundo o assessor, Bachelet comunicou a Lula o interesse de Obama e o brasileiro de imediato aceitou a ideia. Garcia disse que Lula e Obama devem conversar por telefone amanhã para determinar os temas que tratarão no encontro. O assessor se referiu ao assunto após uma reunião de Lula com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, que chegou ao Rio de Janeiro para participar do Foro Econômico Mundial sobre a América Latina. No próximo ano, o evento ocorre em Cartagena, na Colômbia.

Garcia disse que os presidentes trataram da Cúpula das Américas, que ocorre entre sexta-feira e domingo em Trinidad e Tobago. Ambos concordaram sobre a necessidade de que Cuba seja chamada a participar na próxima edição desse encontro. "O presidente (Lula) reiterou a importância que o tema de Cuba terá na reunião, que não se trata de criar um transtorno para os Estados Unidos, mas tampouco deixar passar que a ausência de Cuba em uma reunião como está é uma anomalia e que deve ser corrigida", afirmou Garcia a jornalistas.

Segundo ele, Uribe concordou com essa postura e disse que seu governo mantém boas relações com Havana. "O que nós queremos, e também é a posição do governo cubano, é que essa discussão se faça de forma ordenada e não crie uma situação embaraçosa para o presidente Obama", concluiu. O assessor avaliou que há consenso na América Latina sobre a inclusão de Cuba na próxima Cúpula das Américas. Ele recordou que todas as nações da região terão relações diplomáticas com a ilha a partir de junho, quando assumir o presidente eleito de El Salvador, Mauricio Funes, que já anunciou que retomará os laços com Havana.

Garcia adiantou ainda que, na próxima reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), em junho, o Brasil vai propor o levantamento formal da suspensão de Cuba no foro continental, vigente desde 1962. "Isso ocorrerá com muita tranquilidade. Se não por unanimidade, ao menos não haverá oposição formal", previu.

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