Obama pede suspensão de julgamentos em Guantánamo

Pedido de adiamento de julgamentos será analisado nesta quarta-feira; medida vale até maio deste ano

Agências internacionais,

21 de janeiro de 2009 | 04h03

Foto: AP         WASHINGTON -  Em um de seus primeiros atos como presidente dos Estados Unidos, Barack Obama solicitou na noite desta terça-feira a suspensão temporária em todos julgamentos militares de acusados de terrorismo na base de Guantánamo, em Cuba. Segundo a BBC, o pedido foi feito por Obama e por seu secretário de Defesa, Robert Gates, e deverá ser analisado por juízes militares ainda nesta quarta-feira, 21, primeiro dia do novo governo.   Veja também: Cobertura especial da posse no blog Obama promete reconduzir os EUA à liderança mundial Íntegra do discurso de posse de Obama Ouça o juramento de Barack Hussein Obama  Veja galeria de fotos da festa A vida de Barack Obama em imagens  Imagens da família Obama      A solicitação foi feita horas antes do início das audiências de cinco acusados de terem ligações com os atentados contra os Estados Unidos de 11 de setembro de 2001. No documento de duas páginas, o governo afirma que os "interesses da justiça" serão contemplados com a imediata suspensão dos julgamentos. Foi solicitado um adiamento de 120 dias nas audiências. Segundo o documento, o adiamento "permitirá que o presidente e seu governo tenham tempo para revisar o processo das comissões militares". O fechamento do campo de prisioneiros de Guantánamo foi uma das principais promessas de Obama durante a campanha presidencial.   O chefe de gabinete da nova administração expediu um comunicado na noite de terça-feira para que os departamentos e as agências federais congelem todas as ordens e regulamentações pendentes da administração Bush, para que elas sejam revisadas pelo novo governo, informou a Casa Branca em comunicado. O chefe de gabinete Rahm Emanuel "assinou o memorando enviado a todas as agências e departamentos, para suspender todas as regulamentações pendentes até que uma revisão legal e política seja conduzida pela administração Obama", diz a nota. O congelamento, que afeta medidas tomadas pelo ex-presidente George W. Bush, é um padrão comum nas transições presidenciais   "No interesse da justiça, e na direção do presidente dos EUA e do secretário de Defesa, o governo respeitosamente pede que a comissão militar conceda um prazo nos procedimentos do tribunal acima citado até 20 de maio de 2009", diz o documento. Também nesta quarta-feira, o novo presidente dos Estados Unidos deverá se reunir com seus assessores econômicos e militares. Grande parte dos membros de seu gabinete já foi empossada, mas algumas figuras-chave ainda precisam passar por sabatinas no Senado ou debates para a confirmação no cargo.   Gabinete presidencial   O Senado americano, que tradicionalmente aprova com rapidez os membros de gabinetes de novos presidentes, confirmou nesta terça-feira seis nomes do governo de Barack Obama, incluindo a secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, e o secretário de Energia, Steven Chu. Entretanto, a aprovação da senadora Hillary Clinton como secretária de Estado foi adiada depois que um senador republicano solicitou um debate sobre as doações feitas por estrangeiros à fundação de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton.   O debate está marcado para esta quarta-feira, e a confirmação do nome de Hillary no cargo é esperada para logo após. Já Timothy Geithner, nomeado o chefe do Departamento de Tesouro, deve ser submetido a um comitê do Senado também nesta quarta-feira. Ele terá que explicar porque deixou de pagar alguns impostos enquanto trabalhava para o Fundo Monetário Internacional. Outros membros do gabinete de Obama que ainda precisam ser confirmados pelo Senado são Eric Holder, indicado para a pasta da Justiça, e Tom Daschle, para a Saúde.

Tudo o que sabemos sobre:
Barack ObamaGuantánamoEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.