AFP PHOTO/JIM WATSON
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Obama pede 'urgência' no controle da venda de armas no país e anuncia medidas executivas

Presidente afirmou que o lobby das armas não pode fazer os EUA reféns e se emocionou ao lembrar do massacre em Sandy Hook 

O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2016 | 15h25

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, defendeu nesta terça-feira, 5, a "urgência" de atuar para melhorar o controle de venda de armas no país, ao apresentar um conjunto de medidas executivas para tentar evitar que, como ocorreu até agora, 30 mil pessoas morram anualmente em incidentes com armas de fogo no país. 

Em um ato na Casa Branca, acompanhado de parentes de vítimas da violência causada pelas armas, Obama afirmou que o país já passou por "muitos massacres" nos últimos anos e isso não ocorre em outros países desenvolvidos. "Temos de ter um sentido de urgência porque a cada dia morrem pessoas em razão das armas de fogo", disse. 

Ao lembrar o massacre na escola de Sandy Hook, em 2012, em Newtown (Conecticut), no qual 20 crianças foram mortas por um atirador, Obama chorou, assim como na época, quando fez um apelo para que o país apoiasse medidas de restrição às armas.

Um dia antes, Obama se reuniu com a procuradora-geral do país, Loretta Lynch, e com o diretor do FBI, James Comey e afirmou que as medidas estariam dentro de sua "autoridade legal". O presidente também havia dito que o plano seria "totalmente coerente" com a Segunda Emenda da Constituição do país, que garante o direito a portar armas.

Com as medidas, Obama busca ampliar os controles de antecedentes ao obrigar muitos vendedores particulares a se registrarem da mesma forma que os comerciantes, que têm uma licença federal. Atualmente, as vendas de armas entre particulares, muitas delas em feiras ou entornos informais, não requerem uma revisão de antecedentes criminais e de saúde mental do comprador. Por isso, um grande volume dessas aquisições foge do controle das autoridades.

Massacres. Dois fatos ocorridos em 2012 - o massacre de 12 pessoas em um cinema de Aurora (Colorado) e o tiroteio na escola Sandy Hook - fizeram com que o presidente tentasse levar adiante medidas para endurecer a venda de arma de fogo nos EUA.

O presidente propôs então reformar as leis sobre o assunto, mas o Congresso sequer aprovou a que tem mais consenso: uma melhora do sistema de verificação de antecedentes para impedir que as armas cheguem aos criminosos e a pessoas com doenças mentais.

Segundo Obama, sua maior frustração como presidente foi o fracasso para conseguir um maior controle sobre a venda e posse de armas no país.

O que provocou uma nova tentativa para enfrentar o problema foram os vários tiroteios registrados em 2015, entre eles um com nove vítimas em outubro em uma universidade do Oregon. O assunto ainda voltou à tona em dezembro, quando 14 pessoas morreram em uma ação investigada como "ato de terrorismo" em San Bernardino. /EFE

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