Obama planeja ir a Bagdá até novembro

Senador diz ao chanceler iraquiano que retirada de tropas é inevitável

NYT, REUTERS, AP E AFP, O Estadao de S.Paulo

17 de junho de 2008 | 00h00

O senador Barack Obama, candidato democrata à Casa Branca, disse ontem que pretende visitar o Iraque e o Afeganistão antes das eleições gerais americanas, em novembro. Obama, que conversou ontem de manhã por telefone com o chanceler iraquiano, Hoshyar Zebari, afirmou que está ''satisfeito'' com a diminuição da violência no Iraque, mas ressaltou que a retirada dos soldados americanos do país é inevitável.''Nós não temos o menor interesse em ter bases permanentes no Iraque'', disse o candidato democrata. ''Eu garanti ao chanceler iraquiano que, se for eleito, continuarei a trabalhar pelo progresso que conseguimos no Iraque e não agirei de maneira precipitada, mas disse também que vamos acabar com a participação americana na guerra.''A última visita de Obama ao Iraque foi em 2006. Em maio, o senador disse, em entrevista ao jornal The New York Times, que gostaria de viajar ao país antes das eleições gerais. Agora que já garantiu sua indicação como candidato democrata à presidência, ele confirmou essa intenção: ''Eu disse a ele (Zebari) que esperava vê-lo em Bagdá.''O republicano John McCain, adversário de Obama, encontrou-se com Zebari no domingo na sede de sua campanha em Arlington, Virgínia. Depois de uma reunião de meia hora, os dois falaram à imprensa e defenderam a presença americana no Iraque. Zebari afirmou que ele e McCain estão ansiosos pela retirada dos soldados dos EUA, mas o momento ainda não chegou.Em meio ao debate eleitoral sobre política externa, a campanha de Obama anunciou ontem que está trabalhando com a hipótese de vencer as eleições gerais sem contar com os Estados de Ohio e Flórida, que juntos têm 47 votos no colégio eleitoral. Para conseguir os 270 votos necessários em novembro, de acordo com David Plouffe, chefe da campanha de Obama, eles investirão pesado em Estados como Virgínia, Geórgia, Mississippi e Louisiana (onde há forte presença de negros), assim como em Colorado, Iowa, Nevada, Pensilvânia, Michigan e New Hampshire - onde os democratas acham que têm mais chances de vencer.AL GOREApós permanecer neutro durante o processo de primárias do Partido Democrata, Al Gore, ex-vice-presidente e vencedor do Nobel da Paz de 2007, anunciou oficialmente seu apoio a Obama e criticou duramente o presidente George W. Bush. Os dois apareceram juntos num comício em Detroit, Michigan, na noite de ontem. ''Farei de tudo para eleger Obama'', disse Gore. Ele assinalou que Obama é o candidato que tem condições de liderar o país ''após oito anos de incompetência, negligência e fracasso'' de Bush.

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