Obama prefere TV a encontrar Bibi

Em vez de reunir-se com líderes mundiais na ONU, presidente americano abre espaço na agenda para participar de programa feminino da rede ABC

DENISE CHRISPIM MARIN , CORRESPONDENTE , WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2012 | 03h07

Com a campanha para reeleição como prioridade, o presidente dos EUA, Barack Obama, eliminou encontros oficiais com outros chefes de Estado de sua agenda de menos de 24 horas em Nova York, onde ontem discursou na sessão de abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas. Obama preferiu gravar, na segunda-feira, um programa matinal da rede de TV ABC, voltado para o público feminino e conduzido por quatro celebridades, entre as quais as atrizes Whoopi Goldberg e Barbara Walters.

Entre os que pretendiam um encontro bilateral com Obama, paralelamente ao encontro anual nas Nações Unidas, estava o primeiro-ministro de Israel, Binyamin "Bibi" Netanyahu, líder à espera do sinal verde de Washington para lançar um ataque militar às instalações nucleares do Irã. Obama limitou-se a uma reunião no fim da tarde de segunda-feira com um reduzido grupo de líderes. A decisão do presidente mostrou sua preocupação com questões domésticas.

O programa foi levado ao ar na manhã de ontem, pouco antes de o próprio Obama discursar nas Nações Unidas. O presidente americano mostrou descontração no palco da ABC. Vestida em verde, a primeira-dama, Michelle Obama, o acompanhou e fez apenas uma ponta, no fim da entrevista.

Ao ser questionado sobre o que pretende fazer pelo resto de sua vida, Obama respondeu que "as primeiras coisas vêm em primeiro lugar", em referência a sua reeleição. "Nós ainda temos uma eleição pela frente e quero fazer diferente as coisas no segundo mandato. Colocar as pessoas de volta ao trabalho e ter certeza de que nossas escolas estarão melhores."

Michelle, em sua breve manifestação, disse que o casal tirará longas férias depois do segundo mandato. Descartou, dessa forma, a possibilidade de sua candidatura à Casa Branca, em 2016. Questionado sobre essa possibilidade, Obama disse não achar que o temperamento de Michelle a qualifique para o posto.

"Está absolutamente certo", confirmou a primeira-dama. "É preciso ter muita paciência para ser presidente dos EUA. Eu não tenho paciência. Você sabe, eu não tenho", completou ela.

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