REUTERS/Leonhard Foeger
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Obama pressiona senadores democratas a evitar críticas sobre acordo nuclear

Presidente assegurou, durante reunião, que não assinará um pacto com o Irã que seja ruim

O Estado de S. Paulo

08 de julho de 2015 | 21h53

WASHINGTON - Em uma reunião na Casa Branca com líderes do Partido Democrata,  o presidente Barack Obama assegurou que não assinará um acordo nuclear com o Irã que seja ruim - e pediu aos senadores que evitem fazer críticas sobre as negociações até que elas sejam finalizadas.

A reunião ocorreu após um debate acirrado sobre comércio, que dividiu a opinião de Obama e a de muitos do partido no mês passado. Foi uma oportunidade para o presidente aproximar sua relação com os democratas antes da sessão no Congresso que pode vetar um acordo nuclear.

 As negociações nucleares entre o Irã e o grupo P5+1 (membros permanentes do Conselho de Segurança EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia e China mais a Alemanha) continuarão até sexta-feira. Elas deveriam ter sido concluídas na terça-feira, mas ainda há alguns pontos que estão sendo negociados que impediram o cumprimento do prazo para a assinatura de um acordo. 

De acordo com chanceler russo, Sergei Lavrov, citado pela agência Interfax, um dos principais problemas a ser resolvido entre Teerã e seus interlocutores ocidentais é a questão do embargo sobre as armas imposto ao Irã pelo Conselho de Segurança da ONU em 2010. Já na segunda-feira, um diplomata iraniano disse que Teerã demandava que todas as sanções da ONU contra o país – incluindo a proibição para importação e exportação de armas convencionais – fossem levantadas como parte de um acordo. 

A questão das armas convencionais não é nova. Ela tem surgido de tempos em tempos, enquanto os principais argumentos – como o prazo para o levantamento das sanções e o tipo de pesquisa que o Irã poderá conduzir – são discutidos. No entanto, como moeda de troca, o tema ganhou peso e chegou como uma questão importante no fim da negociação, dedicado mais às questões políticas do que às técnicas. 

Representantes americanos e europeus demonstraram oposição a qualquer alívio do embargo. O argumento deles é de que o fim da proibição apenas colocaria mais combustível nos conflitos no Iraque e na Síria, assim como no Iêmen e no Líbano, com o Irã com mais capacidade de armar milícias xiitas. 

Ainda há incerteza sobre a finalização de um acordo nuclear com o Irã nos próximos dias. / Associated Press e EFE

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