Obama prevê 'ajustes' para atender eleitor frustrado

Acompanhado de políticos norte-americanos, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste domingo que deve realizar "correções de percurso" para atender os eleitores frustrados e trabalhar com os republicanos. No segundo dia de uma visita de três dias à Índia, Obama chegou à tarde, pelo horário local, em Nova Deli com sua esposa, Michelle. Obama foi recebido no aeroporto pelo primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, que quebrou um rígido protocolo para recebê-lo.

AE, Agência Estado

07 de novembro de 2010 | 18h08

No começo do dia, em Mumbai, Obama esteve com estudantes, onde explicou que as eleições de meio termo refletiram "o direito, a obrigação e a responsabilidade" dos eleitores de expressar seu descontentamento com a situação dos Estados Unidos. Os democratas, do partido de Obama, perderam a maioria no Senado e em vários Estados, alterando o equilíbrio do poder político no país.

Obama disse que não abandonará sua determinação de mudar a América com investimentos em educação, infraestrutura e energia limpa, apesar da pressão em Washington para cortar gastos. Mas disse, sem detalhar, que o resultado da eleição "exige uma correção de percurso e ajustes".

Como isso vai acontecer nos próximos meses, disse Obama, dependerá das conversações com os republicanos. Seus comentários parecem um reconhecimento da necessidade de mudanças na Casa Branca, mas, assim como durante uma entrevista logo após o resultado das eleições, foi vago sobre como reposicionará sua agenda.

A visita à Índia é parte de sua mais longa viagem como presidente dos Estados Unidos ao exterior, quando durante 10 dias visita ainda a Indonésia, a Coreia do Sul e o Japão.

Obama disse aos estudantes ainda que os Estados Unidos não podem impor a paz entre a Índia e o Paquistão. Ele defendeu o apoio norte-americano ao Paquistão e disse que a Índia é o país com a maior responsabilidade na estabilidade do Paquistão.

"Portanto, minha esperança é de que, ao longo do tempo, a confiança seja desenvolvida entre os dois países, que o diálogo se inicie e que ambos países possam prosperar", disse o presidente norte-americano. "Isso não acontecerá amanhã", continuou. As informações são da Associated Press.

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