EFE/MIKE THEILER / POOL
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Obama promete a dissidentes cubanos que falará com Raúl Castro sobre direitos humanos

Em carta enviada para as Damas de Branco, presidente disse 'levar muito a sério' as preocupações dos opositores cubanos; ato foi visto como 'muito importante' pela presidente do grupo, Berta Soler

O Estado de S. Paulo

14 de março de 2016 | 16h07

WASHINGTON - O presidente americano, Barack Obama, prometeu às Damas de Branco, um dos grupos de dissidentes cubanos mais relevantes, que discutirá com o presidente da ilha comunista, Raúl Castro, temas relacionados à liberdade de expressão e de reunião durante sua visita à ilha caribenha entre os dia 20 e 22.

Em carta enviada no dia 10 deste mês, Obama elogiou a luta das Damas de Branco, que marcham semanalmente para protestar contra o governo cubano, e defendeu sua política de buscar a normalização das relações com Havana.

"Levamos a sério as preocupações de vocês", disse Obama na carta, lida pela líder do grupo, Berta Soler, para dezenas de membros da grupo e outros partidários reunidos domingo, 13, em um parque de Havana.

"Apresentarei estas questões diretamente ao presidente (Raúl) Castro", prometeu Obama, que chamou o grupo dissidente de "uma inspiração para o movimento de direitos humanos em todo o mundo".

Para Berta, a carta do presidente americano "é muito importante porque reconhece que em Cuba não existem avanços materiais nos direitos humanos". A líder do grupo opositor detalhou que escreveu em 28 de janeiro para Obama "expondo preocupação porque nada havia mudado em Cuba".

O respaldo dos EUA aos dissidentes é uma das principais fontes de tensão antes de chegada de Obama à ilha, na primeira visita oficial de um presidente americano a Cuba em quase 90 anos. Para Havana, todos os dissidentes são "mercenários" e "contrarrevolucionários". / EFE e REUTERS

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