Obama promete defender país aliado

Para especialista, EUA terão de contar com a China para frear ímpeto militar da Coreia do Norte

Denise Chrispim Marin CORRESPONDENTE/WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2010 | 00h00

O presidente americano, Barack Obama, prometeu ontem que os EUA defenderão a aliada Coreia do Sul, após o que a Casa Branca qualificou como um ultrajante ataque da Coreia do Norte ao país vizinho. "A Coreia do Sul é nossa aliada. Tem sido desde a Guerra da Coreia e reafirmamos nosso compromisso de defendê-la como parte dessa aliança", disse Obama à ABC News.

Questionado sobre as opções militares, Obama afirmou que não queria especular sobre isso. Ele disse que telefonaria para o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, e se reuniria com seus assessores de segurança para discutir os próximos passos. Ele pediu à China que diga à Coreia do Norte que há regras internacionais que devem ser obedecidas.

A China será fundamental para convencer a Coreia do Norte a desistir de seu projeto nuclear e da escalada de agressão a Seul, na visão de Washington. Segundo analistas, os EUA estão cientes de sua limitação nesse campo.

Uma invasão militar americana e sul-coreana à Coreia do Norte está fora de cogitação, assim como a reinstalação das ogivas nucleares na Coreia do Sul. A reação da China, pelo seu poder na vizinhança, tenderia a ser mais eficaz para reduzir a instabilidade na Península Coreana.

Ontem, em Pequim, o representante especial da Casa Branca para Assuntos de Coreia do Norte, Stephen Bosworth, admitiu que o relançamento da negociações entre seis partes - Coreia do Sul, do Norte, China, EUA, Rússia e Japão - não será um processo fácil. No ano passado, Pyongyang rompeu o diálogo com o grupo. A solução indicada por Bosworth é a adoção de uma nova "abordagem diplomática".

"Concordamos que, do ponto de vista da China e dos EUA, uma abordagem multilateral, diplomática, é a única forma de resolver esses problemas", disse.

Mas a solução diplomática parece estar cada vez mais reduzida à cooperação entre Pequim e Washington do que a uma resolução no Conselho de Segurança da ONU. Segundo Daniel Pinkston, especialista em Ásia do International Crisis Group, já não há mais margem para sanções contra Pyongyang, e Pequim se oporia a essa receita, sob o argumento de ser contraproducente.

REAÇÃO PELO MUNDO

EUA

Rejeitou ação militar e pediu moderação dos dois lados

China

Mostrou preocupação e pediu luta pela estabilidade da região

Japão

Tóquio pôs país em alerta e preparado para qualquer "incidente inesperado"

Rússia

Pediu calma e advertiu para o risco de confronto militar

União Europeia

Condenou o ataque e pediu respeito ao armistício de 1953

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