Doug Mills / NYT
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Obama promete que métodos brutais em interrogatórios não serão retomados

Em um comunicado, presidente afirma que as técnicas prejudicaram significativamente os interesses americanos no exterior

O Estado de S. Paulo

09 de dezembro de 2014 | 16h10

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta terça-feira, 9, que métodos violentos em interrogatórios não serão usados em seu mandato, dizendo que as técnicas prejudicaram significativamente os interesses americanos no exterior sem ajudar nos amplos esforços de contraterrorismo.

Obama emitiu um comunicado por escrito em resposta a um relatório do Senado que detalhou os procedimentos dos interrogatórios postos em prática em suspeitos de terrorismo nos anos que se seguiram aos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA.

"Em vez de outra razão para retomar antigas discussões, espero que o relatório de hoje possa nos ajudar a deixar essas técnicas em seu lugar, no passado”, disse.

Obama afirmou que o relatório documenta um programa perturbador envolvendo as técnicas de interrogatório intensificadas, usadas em suspeitos em instalações secretas fora de seu país.

"Ele reforça minha opinião de longa data de que estes métodos violentos não só foram incompatíveis com nossos valores como nação, mas não nos serviram nos esforços mais amplos de contraterrorismo, nem aos nossos interesses de segurança nacional", declarou.

Os métodos abalaram a posição dos EUA no mundo e tornaram mais difícil defender os interesses do país com aliados e parceiros, disse Obama.

"É por isso que continuarei a usar minha autoridade como presidente para fazer como que nunca mais recorramos a esses métodos", disse. / REUTERS

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