Obama promete trabalhar em nome da paz entre Israel e palestinos

O candidato do Partido Democrata àPresidência dos EUA, Barack Obama, prometeu na terça-feiratrabalhar desde seu primeiro dia de governo para garantir aassinatura de um acordo de paz entre Israel e os palestinos,mas ressaltou que essa seria uma tarefa difícil. "O governo israelense enfrenta um momento delicado. Ospalestinos estão divididos entre a Fatah e o Hamas. De formaque os dois lados teriam dificuldade para adotar as medidascorajosas capazes de garantir a paz", afirmou Obama arepórteres em Amã, antes de visitar Israel e os territóriospalestinos. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, investigadoatualmente por corrupção e ameaçado de perder o cargo, e opresidente palestino, Mahmoud Abbas, que perdeu o controlesobre a Faixa de Gaza para o Hamas um ano atrás, deram início anegociações de paz em novembro. Os dois fixaram a meta de atingir um acordo sobre a criaçãode um Estado palestino antes de o presidente dos EUA, George W.Bush, deixar o cargo, em janeiro. Mas as desavenças em torno daconstrução de assentamentos judaicos e atos violentosrealizados pelos dois lados prejudicaram o processo. "Minha meta é garantir que trabalharemos, desde o minutoseguinte ao da minha posse, para tentar encontrar formas deavançar", disse Obama, acrescentando ser irreal esperar que opresidente norte-americano "de repente estale os dedos eimponha a paz". O candidato gerou polêmica em junho quando disse diante deum grupo lobista pró-Israel que Jerusalém deveria continuar aser a capital indivisa de Israel --depois se corrigiu,afirmando que a questão precisava ser negociada pelosenvolvidos. Obama, que tenta conquistar o eleitorado judeu, disse queos EUA deveriam continuar a ser um "amigo convicto" de Israelindependente de quem acabe por vencer as eleições presidenciaisde novembro. AFEGANISTÃO A respeito do Afeganistão, o candidato descreveu a situaçãodaquele país como "precária e urgente", dizendo ainda que arede Al Qaeda e o Talibã planejavam realizar mais ataquescontra os EUA. "No Afeganistão e na região de fronteira com o Paquistão, aAl Qaeda e o Talibã organizam uma ofensiva cada vez maisintensa contra a segurança do povo afegão e do povo paquistanêsao mesmo tempo em que planejam a realização de ataques contraos EUA", disse o candidato. Obama realiza uma viagem internacional e, como parte dessaviagem, visitou o Afeganistão no fim de semana. O democratadescreveu esse país como a "frente central da guerra contra oterrorismo". "Estou satisfeito com o fato de que há um consenso cada vezmaior nos EUA sobre o fato de que precisamos dar mais atençãoao Afeganistão. Não deveríamos esperar mais tempo paraintensificar nossos esforços", acrescentou.

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